Por Clara Sasse
O coordenador econômico da campanha de Henrique Meirelles (MDB), José Márcio Camargo, ressaltou que o teto de gastos garante transparência e diminui privilégios no país. Em congresso promovido pelo Movimento Brasil Competitivo (MBC), nesta terça-feira (4), ele enfatizou também a necessidade da Reforma da Previdência e de reformulações no sistema político e de ensino brasileiros.
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Segundo Camargo, antes da aprovação da lei que limitou os gastos do governo, os órgãos podiam pedir aumento no orçamento sem explicar de onde viria o dinheiro. Agora, ele aponta que a origem do valor precisa ser comprovada e detalhada antes de qualquer alteração.
“A partir de agora, nós vamos ter que definir prioridades. Gastar com educação infantil é prioritário. Mas, para manter o teto dos gastos, para ele crescer sustentável, é fundamental fazer uma reforma da Previdência Social. Nossa proposta é aprovar a reforma que está no Congresso", afirmou.
Contra críticas já feitas por outros candidatos ao Planalto, Camargo lembrou que para diminuir a dívida brasileira, o orçamento anual determinado pelo Congresso deve ser seguido sem alterações ao longo do ano vigente.
Dentro das propostas de governo de Meirelles, o economista apontou a mudança no sistema educacional, principalmente até os seis anos de idade. O projeto emedebista quer dar um crédito às famílias de baixa renda para que coloquem as crianças em creches privadas, pois apenas 30% da população de zero a seis anos frequenta a escola.
Em resposta a questionamentos sobre ações efetivas do governo, caso Meirelles seja eleito, o coordenador de campanha disse que “não tem muita solução, que tem que fazer um reforma da Previdência e resolver o problema do gasto com pessoal”.