Brasil - undefined·17 de agosto de 2017

TERRAS INDÍGENAS: STF decide que Mato Grosso não tem direito a indenização por demarcação de terras indígenas

<p>A Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988 estabelece que s&atilde;o terras tradicionalmente ocupadas pelos &iacute;ndios as por eles habitadas em car&aacute;ter permanente.</p>

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: Em sessão extraordinária realizada nesta quarta-feira, 16, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) julgou improcedentes, por unanimidade, as Ações Cíveis Originárias (ACOs) 362 e 366, nas quais o Estado de Mato Grosso solicitava indenização por desapropriação indireta de terras que, segundo alegava, teriam sido ilicitamente incluídas em áreas indígenas. O Plenário acompanhou o voto do relator das duas ações, ministro Marco Aurélio. Em seu voto o relator assentou que o estado não deve ser indenizado, pois as terras não eram de titularidade do Mato Grosso, uma vez que são ocupadas historicamente pelos povos indígenas. De acordo com o ministro Marco Aurélio, desde a Constituição de 1934, não se pode considerar terras ocupadas pelos indígenas como devolutas, portanto o Mato Grosso não precisa ser indenizado. Ele apontou que laudos periciais constantes nos autos comprovam a presença histórica dos indígenas nas regiões em questão. “Os laudos não deixam dúvidas sobre ocupação de índios nas áreas em jogo”, afirmou. O relator destacou que a Constituição de 1988 estabelece que são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
 
Com informações do STF, reportagem, Storni Jr. 
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