Teresina registrou aumento no número de casos de Chikungunya. Em 2016, foram 1.829 notificações para a doença, com 1.141 casos confirmados. Já em 2017, o número de casos suspeitos subiu para 3.279 e teve 2.533 confirmações. A capital é o município mais afetado pela Chikungunya em todo o Estado do Piauí, que teve, ao todo, 6.285 notificações da doença.
Francilene Ferreira é auxiliar administrativa, 27 anos, e teve Chikungunya aos 23. Mãe de um menino e moradora do Bairro de Porto Alegre, ela conta que também contraiu Dengue aos 22 anos. Sentiu dor de cabeça e no corpo, mas lembra que os sintomas da Chikungunya são piores. “Foi horrível. São dores fortíssimas nas articulações, que, até com o movimento do corpo, chega a atrapalhar. Na época, eu trabalhava em uma loja e fiquei afastada de 15 a 20 dias”, diz Francilene.
A gerente de Zoonoses de Teresina, Oriana Bezerra Lima, explica que apesar do aumento de casos da doença, o município tem baixo índice de infestação do mosquito, conforme apontou o último levantamento do Ministério da Saúde, conhecido como Mapa da Dengue, e que o aumento pode ter ocorrido devido à transmissão fora do município, ou seja, de casos contraídos em outra região. Segundo Oriana, além das visitas e orientações dos agentes de endemias e os mutirões de limpeza, a prefeitura realiza, semanalmente, serviços de coleta de resíduos como geladeiras, móveis e pneus. Ela afirma que as ações têm auxiliado no combate ao mosquito transmissor da doença, mas chama a atenção para a responsabilidade da população. “Por mais que o município execute a sua responsabilidade, suas atribuições, que o cidadão entenda que a responsabilidade de manter o seu ambiente livre de criadouros é dele, seja ambiente residencial, ambiente de lazer, ambiente religioso, ambiente de trabalho”, ressalta a gerente.
Faxina nos Bairros

O Programa Faxina nos Bairros é uma das ações que tem ajudado o município de Teresina no combate ao mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya.
Criado em dezembro de 2015, o programa é realizado pela Fundação Municipal de Saúde, em parceria com as Superintendências de Desenvolvimento Urbano de cada bairro visitado.
A programação das faxinas é definida de acordo com o resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), que mostra quais os locais com mais focos do mosquito.
Antes da ação, os agentes de saúde passam de casa em casa avisando os moradores para fazer uma limpeza e deixar na calçada todo o lixo doméstico, que será recolhido no sábado por um caminhão de limpeza. Só em 2017, foram retiradas mais de três mil toneladas de lixo da cidade em 52 bairros que receberam a ação.
Faça sua parte e ajude acabar com o mosquito. Evite deixar água parada em lugares que podem se tornar criadouros, como caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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