
Voltar
LOC.: A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo emitiu um alerta diante do aumento do risco de reintrodução do sarampo durante a temporada de cruzeiros 2025/2026 no litoral paulista. A preocupação está relacionada à circulação internacional do vírus e à intensa movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades.
Em 2024, o Brasil reconquistou o status de país livre do sarampo. No entanto, em 2025, já foram confirmados 38 casos da doença no território nacional, todos importados ou relacionados à importação. Atualmente, há surtos ativos de sarampo em diversas regiões do mundo, o que reforça a necessidade de vigilância contínua e atenção à situação vacinal da população.
A médica infectologista Joana D’arc Gonçalves ressalta que a principal forma de prevenção é a vacinação.
TEC./SONORA: Joana D’arc Gonçalves, médica infectologista
“A principal ação é cumprir o calendário vacinal preconizado pelo Ministério da Saúde. Em algumas situações de risco, tem doses extras e também o chamado bloqueio vacinal, que é quando se vacina todas aquelas pessoas que tiveram contato com casos suspeitos de sarampo.”
LOC.: O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, transmitida pelo ar, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como navios de cruzeiro. Os principais sintomas incluem febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas avermelhadas na pele, que costumam surgir entre sete e 14 dias após a exposição ao vírus.
A Secretaria de Saúde de São Paulo orienta aos viajantes que verifiquem a caderneta de vacinação e garantam o esquema completo da vacina tríplice viral, com pelo menos 15 dias de antecedência.
A pasta também reforça a adoção de medidas de higiene durante as viagens, como: cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir; lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel e evitar aglomerações e locais pouco ventilados.
Reportagem, Paloma Custódio