Com o objetivo de fornecer uma melhor preparação de jovens e adultos para o mercado de trabalho, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), no Rio Grande do Sul, atende por ano, uma média de 80 mil alunos nos mais variados programas e cursos. A informação é da diretoria da instituição no estado.
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Um dos beneficiados pelo SENAI foi o técnico em mecânica, Pablo Duarte da Silva, de 31 anos. Ele frequentou a instituição entre 2014 e 2015, quando concluiu o curso de técnico em mecânica. Após se dedicar muito e ser reconhecido pela capacidade profissional, ele começou trabalhar com manutenção naval na empresa alemã de propulsores navais Schottel. Pablo afirma que, com o emprego atual, agora tem a oportunidade de conhecer novos lugares e dar uma melhor qualidade de vida para a família.
“Viajo o país todo a trabalho, viajo a alguns países da América Latina, ganhei um treinamento pela Schottel da Alemanha. Eu tenho um trabalho hoje que me dá a possibilidade de dar um sustento para o meu filho. Tenho condições de planejar uma vida melhor na situação econômica que está o país, devido ao SENAI. No meu caso eu fui bolsista, mas tudo isso eu devo hoje à qualificação que recebi pela instituição.”
Na avaliação de Pablo, as empresas sempre buscam profissionais mais qualificados. E, apesar de achar que a situação no Brasil está difícil, o jovem técnico em mecânica acredita que com uma qualificação fica mais fácil arranjar um emprego.
A opinião do diretor do SENAI-RS, Carlos Trein, se alinha à avaliação de Pablo quando justifica essa relação. De acordo com ele, a metodologia utilizada pelo SENAI ajuda nesse aperfeiçoamento técnico, já que há uma consulta prévia da instituição antes da montagem dos modelos de ensino.
“Isso se explica muito em função da nossa metodologia de formação profissional. Nós convidamos representantes técnicos da indústria para discutir o perfil profissional requerido e de que forma então nós, o SENAI, podemos desenvolver essas competências identificadas para formar um profissional relevante para a indústria.”
Acontece que o governo Federal já sinalizou ter a intenção de reduzir o envio de recursos financeiros que chegam ao Sistema S. Como o SENAI faz parte desse pacote, Carlos Trein aponta uma certa preocupação por parte da instituição.
Segundo ele, ainda não houve uma análise de como isso será feito, mas se a proposição vier a atingir a operação do Sistema, pode haver uma redução da operação na mesma proporção. Os cortes anunciados pelo governo podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos.
Reportagem, Marquezan Araújo