Por Jalila Arabi
Os gastos com seguridade social no estado de São Paulo devem chegar a quase R$ 32 bilhões em 2018, de acordo com a proposta orçamentária do governo do estado. Esses investimentos envolvem políticas para amparar os moradores do estado na doença, no desemprego e na velhice – como é o caso das aposentadorias. Com a previdência, por exemplo, o estado deve chegar aos R$ 17 bilhões de déficit só neste ano. A projeção da Fundação de Previdência Complementar do estado (SP Prevcom) para dez anos é de que esse valor pule para R$ 36 bilhões.
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Para se ter ideia, o orçamento previsto para a educação do estado no ano que vem é de R$ 30,7 bilhões. Na segurança pública, o investimento deve ser de R$ 21 bilhões. “A previdência hoje consome uma quantidade absurda de recursos do Governo”, afirma o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE-FGV) Bruno Ottoni. No ano passado, os gastos nacionais com aposentadorias chegou a R$ 150 bilhões, segundo o Tesouro Nacional – 2,4% de todo o Produto Interno Bruto (PIB). E isso pode aumentar.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou um relatório no início de dezembro que mostra que os gastos com aposentadorias podem corresponder a 17% do PIB nacional em 2050 se o sistema da previdência continuar o mesmo de hoje. A taxa brasileira foi a mais alta entre 43 países da OCDE. “É muito importante observar a tendência desses números. Se continuar como está, o gasto com previdência no Brasil deverá absorver uma proporção muito grande dos gastos”, aposta o especialista em finanças Marcos Melo.
Reforma
Uma pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que se o Brasil fizer uma reforma no setor previdenciário o Brasil vai economizar R$ 1 trilhão até 2028. Com o dinheiro, segundo os dados, poderiam ser construídas 221,6 mil escolas ou 40,7 mil hospitais. 
O presidente da Fundação de Previdência Complementar do estado (SP Prevcom), Carlos Henrique Flory, é enfático. “Para conter esse quadro, não tem outra forma a não ser essa reforma da Previdência.” A reforma da Previdência já tem data para ir a plenário. O texto deve ser votado na semana do dia 18 de dezembro, antes do recesso parlamentar – marcado para o dia 23. Para ser aprovada, no entanto, são necessários 308 votos favoráveis e votação em dois turnos.
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