Os gastos com a previdência na cidade de São Paulo devem chegar a R$ 613 milhões no ano que vem. A previsão é da prefeitura local, que deve enviar à Câmara Municipal, ainda neste ano, uma proposta de reforma no setor. Segundo dados do Ipea, em 2015 o estado atingiu por volta de 13% de déficit previdenciário. A ideia da reforma da previdência local é conter a previsão de gastos previdenciários até 2025, que pode chegar a R$ 21 bi.
Dados da Secretaria de Previdência do Ministério do Planejamento projetam que o rombo nacional no setor para esse ano passará de 180 bilhões de reais. O economista e professor da Universidade de Brasília César Bergo defende que haja uma reforma previdenciária.
“A reforma da Previdência não é só necessária, ela é fundamental para o equilíbrio das contas públicas.”
A economista Solange Srour rebateu a CPI da Previdência, instalada no Congresso para avaliar a proposta de reforma. De acordo com o relatório da Comissão, não existe rombo no setor. O documento apontou erros nos dados oficiais e disse que a reforma não é urgente.
“Isso é uma falácia completa. Os números estão aí, nos sites oficiais. Existe déficit, sim, ele é gritante. Basta saber fazer contabilidade.”
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, já sinalizou que a reforma será votada no início de dezembro. Para ser aprovada, a proposta precisa ser votada em dois turnos no plenário e ter 308 dos 513 votos.
Reportagem, Jalila Arabi.