Não foi nada fácil trilhar esse caminho, mas o jovem morador do bairro Perus, na Zona Norte de São Paulo, Vitor Galdino, 19 anos, se prepara hoje para a maior competição de educação profissional do mundo. Ele está entre os 63 jovens selecionados para disputar uma vaga na equipe brasileira da WorldSkills, que será realizada no mês de agosto, em Kazan, na Rússia.
Técnico em mecânica formado pelo SENAI de São Paulo, Vitor vai competir na modalidade técnica engenharia de moldes para polímeros. Ele se classificou em 2017, na etapa regional e em 2018, na nacional. Em Brasília, o jovem já se prepara para o mundial e garante que fará o possível para trazer o título para o Brasil.
“Chegar aonde eu cheguei é bem gratificante. Alguém da periferia conseguir viajar o mundo mostrando o conhecimento que aprendeu aqui no Brasil é sensacional. Espero trazer um ouro inédito para a minha modalidade.”
A WorldSkills tem 56 modalidades técnicas que exigem adequação aos padrões mundiais. A preparação dos participantes para a competição começou na segunda quinzena de janeiro. Eles passarão uma temporada nos centros de treinamento do SENAI, localizados em Brasília, Belém, Porto Alegre e Joinville. Segundo o gestor do projeto Brasil Kazan 2019, José Luiz Gonçalves Leitão, cada competidor recebe um projeto e tem uma determinada quantidade de horas para desenvolver o desafio.
“É um jogo de tempo. Cada uma das habilidades é trabalhada dentro dos padrões e eles são submetidos a vários testes, exercícios, durante esse período. Eles têm que ter consciência do desenvolvimento técnico, de desenho técnico, de metodologia, medidas, interpretação de desenho, acabamento de produto, de processos. Tudo isso é trabalhado dentro das habilidades que cada uma das profissões tem.”
A cada edição da WorldSkills, o Brasil participa com um número maior de competidores e melhora sua classificação. Em 18 participações, o país já acumulou 136 medalhas.
Reportagem, Aline Dias