Educação - undefined·14 de dezembro de 2018

Sistema de irrigação via bluetooth e outros 10 projetos de alunos baianos são destaque em evento do SESI

Por Agência do Rádio
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Uma proposta, uma ideia e mãos à obra. Um grupo de alunos da Escola SESI Ignez Pitta de Almeida, em Barreiras, na Bahia, desenvolveu 20 projetos científicos e inovadores. Onze deles foram eleitos para estarem na mostra científica da escola e, desses, três foram ranqueados como destaques da unidade. Um deles foi o desenvolvimento de um sistema de irrigação via bluetooth.

Um aplicativo baixado no celular, apenas em um toque e o sistema é acionado do lado de fora da casa. Calcula o tempo de irrigação, o tamanho da vazão da água, tudo apenas com um toque. A orientadora dos projetos, a professora Kelly Rahna Barbosa, de 29 anos, foi homenageada durante o 3º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, que reuniu representantes dos Departamentos Regionais de todo o país, nos dias 29 e 30 de novembro, em Brasília.

Ao todo, 20 experiências bem-sucedidas de diferentes cidades brasileiras foram destacadas durante o evento. O mais desafiador no trabalho foi vencer a interdisciplinaridade, como afirma a professora responsável Kelly Rahna Barbosa.

“Sair um pouco da caixa, no caso eu, formada em biologia, as vezes só pensa em problemáticas que envolvem biologia; e o aluno traz uma demanda que envolve química, que envolve física, que envolve programação, e ai você também estabelecer contato com outros professores da unidade, pensar juntos, então não apenas os alunos tiveram que pensar, mas enquanto professores, como unidade, pensar juntos para estabelecer estratégias para auxiliar eles.”

No caso do projeto irrigação, foi preciso que os alunos soubessem noções de matemática, física, que ajudassem a calcular qual seria a vazão da água, o tempo de irrigação, quanto de tempo para cada tipo de solo

No segundo projeto selecionado, um outro grupo de estudantes criou um cosmético à base de retinol. Um creme esfoliante feito a partir de um fruto típico da região. Com a casca conseguiram o cheiro, com a polpa eles fizeram o creme e usaram o caroço para causar abrasividade. O terceiro destaque foi um projeto de desenvolvimento de um bioplástico feito com banana verde.

A orientadora, a professora Kelly Rahna Barbosa, comemora a conquista, mas aponta os alunos como os grandes protagonistas. O ensino deve ultrapassar as paredes das escolas, como explica a docente.

“A gente tem que formar esse tipo de cidadão, isso é a melhor contribuição que podemos dar, enquanto professores. Não apenas pensar que vai ser um engenheiro, um arquiteto, mas qual o grau de arquiteto que ele vai ser e qual vai ser a importância dele, o papel dele dentro da sociedade como arquiteto, médico, tem que ir muito além de uma profissão.”

Além da apresentação das 20 melhores práticas pedagógicas de 2018 da rede SESI, os representantes dos Departamentos Regionais participaram de uma palestra sobre STEAM, metodologia que trabalha de forma integrada as áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática e é baseada na aprendizagem por projetos.

O modelo STEAM já está sendo utilizado dentro da rede de escolas do SESI, como explica o gerente executivo do SESI, Sérgio Gotti.

“Trabalhos que foram desenvolvidos este ano especificamente, dentro de uma perspectiva de um movimento STEAM, que é o que temos trabalhado constantemente junto a nossa rede, em termos de currículo, em termos de mudança profissional, inclusive, dentro do perfil dos profissionais que a gente contrata, então esses professores a gente lançou esse desafio, quais são as boas práticas que estão desenvolvendo dentro dessa perspectiva do STEAM.”

Esta foi a terceira edição do Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, que acontece uma vez por mês.

Reportagem, Camila Costa

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