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LOC.: Representantes do setor produtivo receberam com desconfiança o anúncio de que o governo vai retirar o trecho que reonera a folha de pagamento das empresas de uma medida provisória do final de 2023.
No lugar da MP, que tem força de lei imediata, o Executivo deve enviar um projeto de lei para tratar do tema. Embora a mudança garanta a continuidade da desoneração da folha para este ano, o temor dos empresários é que a nova proposta não garanta a prorrogação do mecanismo para os 17 setores até o fim de 2027, como foi aprovadado pelo Congresso no fim do ano passado.
É o que afirma a presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática, Vivien Suruagy.
TEC./SONORA: Vivien Suruagy, presidente da Feninfra
"Substituir uma medida provisória por um projeto de lei em que venham condições diferentes da pactuada na lei que foi aprovada não é uma boa notícia, ou seja, está trocando seis por meia dúzia. Se vierem aperfeiçoamentos, porém preservando a desoneração até 2027, ok, vamos discutir. Algo diferente disso, não haverá melhoria nenhuma."
LOC.: O senador Efraim Filho, do União da Paraíba, é autor da lei que prorrogou a desoneração até o fim de 2027. Ele diz que a MP do governo que revê o benefíco afrontou o Legislativo e que a retirada da medida é uma vitória.
Apesar de admitir um novo debate sobre o assunto, Efraim diz que os parlamentares não se comprometem a mudar a decisão tomada há poucos meses.
TEC./SONORA: senador Efraim Filho (União-PB)
"Sugestão de alteração é por parte do governo, ele tem todo direito, mas não há nenhum compromisso da nossa parte com o conteúdo do projeto de lei que virá a ser apresentado."
LOC.: A desoneração existe desde 2012 e, atualmente, permite que as empresas de 17 setores troquem a contribuição patronal para o INSS, que é de 20% sobre a folha de pagamento dos funcionários, pelo pagamento de até 4,5% sobre o faturamento bruto.
Reportagem, Felipe Moura.