Por Andressa Ribeiro
O Piauí foi um dos estados que menos sofreu com o desemprego na região Nordeste em 2018, apresentando, inclusive, 0,95% de crescimento no número de empregados. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o CAGED, o setor de indústria e transformação e o de agropecuária foram os que mais contrataram de janeiro a junho deste ano. Somados, os segmentos acumularam um saldo positivo de 14,69%, com 2.320 novas vagas criadas.
Na contramão desses números, o comércio e a construção civil foram os setores que mais demitiram no estado em 2018, com um saldo de 522 vagas de emprego a menos.
No entanto, apesar do crescimento nas vagas de emprego no estado/, o economista e presidente do Conselho Regional de Economia do Piauí, Dorgilan Rodrigues da Cruz, afirmou que as expectativas para o fim do ano não são das melhores.
“Praticamente observando esse cenário que nós estamos vivenciando hoje, visto essa dificuldade financeira que o estado tem em retomar seus pagamentos, inclusive com o secretário de Finanças, o secretário de Fazenda informando que o estado está com dificuldades de manter o pagamento eu acredito que o cenário até o final do ano vai ser agravar na questão do nível de desemprego”, avaliou.
De janeiro a junho deste ano, o estado perdeu aproximadamente 44 mil vagas de emprego, em especial nos setores de comércio e construção civil.
Em ano eleitoral, o tema está sempre na boca dos aspirantes ao Planalto. Ao ser questionado sobre o fantasma do desemprego, que assombra mais de 13 milhões de brasileiros, Henrique Meirelles, pré-candidato pelo MDB, afirmou que é preciso adotar políticas certas para que o país volte a crescer e lembrou de sua trajetória de recuperação econômica.
“Mesmo que nós já tenhamos criado dois milhões de emprego no Brasil, ainda é pouco dentro desse vasto número de desempregados que o Brasil tem. Então, temos que criar emprego rigorosamente nos próximos anos", prometeu.
Se comparado com os dados dos últimos doze meses, os setores que mais cresceram no Piauí foram os de comércio e serviço, com um saldo de 92.970 vagas criadas. Os que mais perderam postos de trabalho no mesmo período foram os de administração pública e construção civil, que cortaram 88.796 postos de trabalho formais.