A sinalização do Governo Federal de que poderá realizar cortes de 30% a 50% nos recursos destinados ao sistema S, tem preocupado especialistas e empresários de todo o país.
O desfalque no orçamento de instituições como o Serviço Social da Indústria (SESI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) pode ter efeito devastador para o país. A maioria dos especialistas alerta para os problemas que poderão surgir no atendimento a comunidade, tanto nos serviços de educação, como de saúde.
Além disso, outra situação que deve gerar dor de cabeça é a inevitável perda de mão de obra qualificada, uma vez que a maior parte da força de trabalho da indústria nacional é formada por profissionais que passaram estas instituições, como ressalta oi executivo Ingo Ploger, membro do Conselho da Melhoramentos e presidente internacional do Conselho Empresarial para a América Latina (Ceal).
“São instituições (SESI e SENAI) não só fundamentais na área de educação profissional, mas principalmente incorporando plataformas de inovações para as indústrias brasileiras.”
O executivo ressalta ainda que a preocupação com a formação de profissionais que atendam a indústria está baseada na necessidade de se aumentar a produtividade no País, além de garantir a geração de empregos.
“Quem mais se utiliza destas plataformas são as indústrias de médio e pequeno porte, cuja contribuição no processo de inovação brasileira é de relevância estratégica para o futuro da indústria brasileira.”
Para se ter uma ideia da situação do problema no país, em 2015, uma pesquisa realizada pelo Fórum econômico mundial, colocou o Brasil ficou em 78º lugar na qualificação de mão de obra dentre os 124 países pesquisados e em 15º da América Latina.
Por isso, para especialistas, promover cortes em instituições que qualificam a mão de obra no país, não é uma decisão acertada.
Reportagem, João Paulo Machado