A população sergipense precisa se prevenir das Infecções Sexualmente Transmissíveis, como HIV, gonorreia, sífilis, HPV e hepatites. Apenas nos primeiros seis meses do ano passado, 166 casos de HIV foram notificados no estado. Já a Aids, doença causada pelo HIV, atingiu mais de 5 mil sergipanos, nos últimos 20 anos. Os dados são do último Boletim Epidemiológico HIV/AIDS, divulgado pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a OMS, todos os dias, ocorrem 1 milhão de novas Infecções Sexualmente Transmissíveis no mundo e a maior preocupação das autoridades em Saúde brasileiras é com os jovens.
As ISTs podem ser prevenidas com uso da camisinha. No entanto, esse cuidado está diminuindo entre as pessoas de 15 a 29 anos e a tendência é de aumento dos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis nos estados, como alerta o Ministério da Saúde.
A negligência no uso da camisinha é um dos fatores que pode contribuir para o aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis entre os jovens, como explica o gerente de IST/Aids, de Sergipe, Almir Santana.
“Tem gente que não se considera em situação de risco e tem relação sexual sem camisinha. Infelizmente, muita gente está escolhendo não usar e termina infectada. Nós, no Brasil, precisamos falar mais das ISTs. A orientação é o uso correto e consistente da camisinha.”
Além do HIV e da Aids, o estado de Sergipe registrou 271 casos de sífilis, no primeiro semestre do ano passado, e nos últimos 10 anos foram 6.768 casos registrados. As hepatites virais levaram a morte mais de 250 sergipanos, de 2000 a 2017.
Em todo país, o tipo C da hepatite é o mais prevalente e letal, com 26.167 casos notificados, no último ano pesquisado.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em um ano, em todo Brasil, mais de 158 mil pessoas contraíram sífilis. Além disso, cerca de 900 mil pessoas convivem com o HIV, no país. Dessas, 135 mil provavelmente não sabem que têm a doença. De acordo com dados oficiais, a maioria dos casos de infecção pelo HIV é registrada na faixa de 20 a 34 anos, em todos os estados.
A prevenção é a melhor forma de proteção das ISTs. O uso da camisinha é um hábito que precisa ser constante, durante todo o ano, como ressalta diretor do Departamento de ISTs do Ministério da Saúde, Gerson Pereira.
“E a gente coloca um jovem como prioridade nessa campanha é porque a gente sabe olhando os dados de sífilis das hepatites do HIV Aids, que essas doenças são mais frequentes, hoje, na população de 15 a 29 anos. A prevenção maior dessas doenças é o uso da camisinha”.
Este ano, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo, 570 milhões de camisinhas para todo o país. A quantidade representa um aumento de 12% em relação ao número de camisinhas distribuídas no passado, quando foram enviados 509,9 milhões aos estados.
Além disso, as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde do SUS, contam com testes rápidos ou laboratoriais para ISTs. Apenas para o diagnóstico da sífilis, serão distribuídos quase 14 milhões de testes rápidos em todo país.
Proteja-se! Usar camisinha é uma responsa de todos. Se notar sinais de uma infecção Sexualmente Transmissível (IST), procure uma unidade de saúde e informe-se. Saiba mais em: saude.gov.br/ist.