Em Sergipe, os casos de Dengue são os mais registrados entre as doenças transmitidas por mosquito. Segundo o último informe epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, até o início de dezembro de 2017, de quase mil notificações, 584 foram de Dengue. Desse número, 263 foram confirmadas. De 398 registros de Chikungunya, 141 casos foram comprovados e somente seis, das 17 notificações de Zika, receberam confirmação. De acordo com o Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, seis municípios do Estado estão em situação de risco do surto das doenças. Eles fazem parte dos 357 municípios brasileiros onde foram encontrados altos índices de larvas do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. A gerente do Núcleo de Endemias da Secretaria de Estado da Saúde de Sergipe, Sidney Sá, fala sobre as medidas adotadas para fortalecer o combate ao mosquito.
“Nós intensificamos as ações junto com o carro fumacê e nós solicitamos aos gestores que intensifiquem as ações nesses municípios, pra que a gente não corra o risco de começar janeiro com surtos ou até mesmo epidemias. Além disso, sem a ajuda da população, eu diria que a gente teria um déficit de 50% no controle e prevenção, porque os criadouros nossos, que eu acredito que não seja diferente do restante do País, são domiciliares. Eles estão dentro das nossas casas. São as nossas lavanderias, onde a população acumula água, tem muito catador de lixo reciclável, que armazena na sua casinha a garrafa pet. Então, a população precisa conhecer e saber que ela também faz parte desse controle.”
Mesmo participando ativamente das ações de controle e prevenção ao mosquito, Sidney não escapou de ser picada. Teve Dengue em 2006, quando trabalhava no Programa Municipal de Combate à Dengue, em Aracaju. Ela conta que o primeiro sintoma foi febre, que é bem característica da doença. Em seguida teve dores no corpo e notou manchas vermelhas na pele. Sidney tem 51 anos, é moradora do bairro São Conrado, em Aracaju, e acredita que o contato direto com focos do mosquito possa ter facilitado a transmissão da doença.
“Eu sempre estava fazendo a supervisão dos trabalhos, acompanhando algumas ações de intensificação, então eu fazia muito trabalho de campo junto com os agentes, junto com a minha equipe, e isso talvez me levou a ter pego a doença. Eu fiquei sete, oito dias, bastante debilitada e, depois, a febre foi embora, as manchas na pele até aí também foram diminuindo bastante, mas eu fiquei uns 15 a 20 dias ainda bastante frágil, me sentindo debilitada.”
Caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes são locais favoráveis para o aparecimento do mosquito. Por isso verifique os locais e evite deixar água parada. Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.