O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Pernambuco está com vagas abertas em 60 turmas de cursos técnicos, de aperfeiçoamento e de qualificação. Ao todo, são 1,2 mil oportunidades na Região Metropolitana do Recife, no Agreste e também no Sertão. Os cursos vão desde segurança no trabalho até tecnologia da informação e telecomunicações.
No ano passado, os cursos técnicos do SENAI formaram 22.500 pessoas formadas no estado. Se ampliado o cenário também para o Serviço Social da Indústria (SESI), foram mais de 30 mil pessoas capacitadas pelas entidades do Sistema S em Pernambuco.
SESI e SENAI oferecem ainda o Programa de Educação Básica articulada com a Educação Profissional (EBEP), com 410 matrículas já confirmadas para 2019. Através dessa iniciativa, estudantes de baixa renda podem cursar, gratuitamente, o ensino médio no SESI e um curso técnico no SENAI, simultaneamente. Um dos exemplos de estudantes que passaram pelo EBEP é o do pernambucano Lucas Justino, de 20 anos, morador do Recife.
Paralelamente ao ensino médio, ele fez curso técnico em Química no SENAI. Ele conta que não conhecia a área antes de iniciar a formação, mas logo tomou gosto pelo conteúdo.
“Falando do SENAI, eu cursei técnico em Química. Pude ver uma área que até pouco tempo antes eu desconhecia, mas quando eu fui ver na prática a forma como era passado, foi algo que agregou e fez eu gostar mais ainda. O técnico em química foi enriquecedor.”
Ao longo do curso técnico, Lucas conseguiu estágio na área de farmácia de manipulação, como menor aprendiz, o que depois do período de formação virou profissão. Para ele, o tempo dentro da rede do Sistema S o deu não só formação profissional, mas também pessoal.
“O EBEP foi bastante importante para o meu crescimento profissional e como pessoa também. Conheci pessoas maravilhosas, professores, coordenadores, tanto do SESI quanto do SENAI. Eles puderam aumentar meu conhecimento, me tornar uma pessoa mais profissional. O SENAI passou muito isso.”
No entanto, o futuro das entidades do Sistema S pode estar ameaçado. Isso porque o Governo Federal, ainda no final do ano passado, sugeriu cortar verbas do repasse financeiro feito anualmente ao Sistema, como parte do esforço para controlar as contas públicas.
O governo ainda não confirmou valores, mas de acordo com as sinalizações, os cortes no total repassado ao Sistema podem variar de 30% a 50%.
Reportagem, Thiago Marcolini