A quarta revolução industrial e o rápido avanço das tecnologias têm feito com que empresas precisem reinventar processos e produtos. Dessa forma, os gestores da empresa Insolar, aqui do Rio de Janeiro, decidiram buscar uma ajuda extra.
Foi aí que encontraram o Edital de Inovação do SENAI. Desde 2004, o edital já ajudou mil empresas e projetos inovadores a avançarem em conhecimento, pesquisa e tecnologias. Além de ter investido 545 milhões de Reais.
A empresa Insolar é especialista no avanço de pesquisas sobre energia solar. O objetivo da empresa é levar essa tecnologia a todas as regiões brasileiras. Quando a empresa foi selecionada, o SENAI sugeriu que fosse desenvolvido um tipo de tecnologia capaz de captar e armazenar energia solar em bateria para carregar celulares e tablets, por exemplo.
O cofundador da empresa, Henrique Drummond conta que, com a ajuda do SENAI, eles conseguiram criar o Ombrelone Solar. O sucesso foi tanto que o lançamento aconteceu nos Jogos Olímpicos, em 2016.
“Essas novas tecnologias podem, de uma maneira diferente, impactar e promover a tecnologia. Impactar socialmente, que é o nosso foco. Seja gerando emprego para quem produz essas tecnologias e, ao mesmo tempo, dar visibilidade para a energia solar, que quando começamos ainda era pouco conhecida. ”
Quando a empresa é selecionada, ela é direcionada a um dos 58 Institutos de Inovação espalhados pelo Brasil. No caso da Insolar, ela se tornou parceira do Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, que foi inaugurado no Rio de Janeiro em 2015.
O gerente do instituto, Paulo Roberto Furio, explica que com o Edital de Inovação, as empresas e projetos podem trabalhar em diferentes áreas, como pesquisas de utilização de solventes que reduzem a geração de resíduos, e a busca pela melhoria de processos na indústria de petróleo e gás. E além disso, não é tão difícil para as empresas conseguirem aprovação.
“Nosso edital de inovação é fundamental. Porque ele é pouco burocrático, as empresas se inscrevem, contam com nosso apoio para desenvolver os planos de negócio, os projetos se tornam atraentes para a empresa, bem como com a possiblidade da gente apoiar também.”
A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, a FIRJAN, afirmou que as empresas e projetos de inovação podem receber até 400 mil Reais para a pesquisa e fabricação do produto.
Reportagem, Sara Rodrigues