Internacional - undefined·27 de outubro de 2017

Senado espanhol aprova intervenção do governo na Catalunha

<p>Isto porque o parlamento da Catalunha, declarou nesta sexta-feira (27), em uma vota&ccedil;&atilde;o secreta, a independ&ecirc;ncia do territ&oacute;rio</p>

Por Agência do Rádio
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O Senado espanhol aprovou a suspensão da autonomia da Catalunha e decidiu destituir o líder regional, Carles Puigdemont. O governo da Espanha deve recorrer ao Tribunal Constitucional, pois o parlamento da Catalunha, declarou nesta sexta-feira (27), em uma votação secreta, a independência do território. Foram 70 votos a favor, dez contra e dois em branco. A oposição se retirou do plenário e se absteve de votar. Quem dá mais detalhes sobre este caso é o professor do Departamento de História da Universidade de Brasília, Virgílio Caixeta Arraes.

"O governo espanhol não pode admitir que a Espanha abra, sem a concordância, mão de parte de seu território. Até porque isto poderia desaguar em outros movimentos. Então isto já é clássico na história. Muitas vezes determinadas comunidades, determinados povos, dentro de estruturas administrativas maiores pressionam por mais autonomia e, isto sendo negado a eles, há uma radicalização."

Haviam aqueles que eram a favor do referendo e a separação da Espanha e aqueles que culpam o líder catalão, Carles Puigdemont, de prejudicar a economia da região e de forçar uma independência que não é a decisão da maioria. Porém, depois da divulgação da declaração unilateral de independência por parte dos separatistas, o primeiro ministro Mariano Rajoy, pediu tranquilidade aos cidadãos espanhóis e afirmou que a situação voltará à legalidade. É o que explica Virgílio Caixeta Arraes.

"É um momento, de qualquer forma, em que radicais podem querer se aproveitar da situação, podem querer tomar alguma medida mais incisiva, algum tipo de postura que acarrete violência. Então, neste sentido, o governo espanhol pede para que haja serenidade dos envolvidos. O parlamento espanhol, agora sim, o parlamento nacional discuta a questão e se possa chegar a um consenso."

Segundo o professor, o líder catalão Carles Puigdemont pode ser processado por ter tomado uma medida contra a constituição espanhola.

Reportagem, Cintia Moreira.

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