Brasil - undefined·15 de fevereiro de 2019

Segurança acusado de matar jovem em supermercado vai responder em liberdade

De acordo com o delegado responsável, o segurança se excedeu na legítima defesa, mas que poucos elementos caracterizam a intenção de matar

Por Tainá Ferreira
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Por Tainá Ferreira

O segurança Davi Ricardo Moreira, que foi acusado de matar com uma “gravata” o jovem Pedro Gonzaga no supermercado Extra, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, deixou a Delegacia de Homicídios (DH) da capital na madrugada desta sexta-feira (15) após a defesa pagar sua fiança. Davi foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Na tarde de quinta-feira (14), o segurança foi preso em flagrante depois de aplicar o golpe em Pedro Henrique, que ficou imobilizado e desmaiou dentro do supermercado. Toda a cena foi gravada por clientes do supermercado. No vídeo é possível ouvir, inclusive clientes tentando convencer Davi a sair de cima do jovem - que já estava desmaiado. 

Segundo o Corpo de Bombeiros, o jovem chegou a ser levado com uma parada cardiorrespiratória para a Coordenação de Emergência Regional (CER) da Barra da Tijuca, mas morreu na unidade.

O advogado da empresa responsável pela vigilância do Extra disse que Pedro tentou roubar a arma do segurança e que, mesmo depois de uns dois minutos imobilizado, os vigilantes afirmaram que o rapaz estava simulando um desmaio.  Ainda de acordo com o defensor, o segurança iniciou os procedimentos de primeiros socorros.

O delegado responsável pelo caso explicou que Davi “se excedeu na legitima defesa”, mas que poucos elementos caracterizam a intenção de matar. Além disso,  o “vigilante foi imprudente, porque é treinado para esse tipo de abordagem”.

O padrasto do jovem prestou depoimento na Delegacia de Homicídios e contou que Pedro tinha problemas mentais e era usuário de drogas. A mãe ainda não prestou depoimento.

Por meio de nota, o supermercado Extra afirmou que a ação do segurança foi uma reação a uma “tentativa de furto à arma de um deles”. Disse ainda que “repudia qualquer ato de violência em suas lojas e que os seguranças presentes na ação foram afastados”.

SOBRE

Tainá Ferreira

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), Tainá começou na Empresa Júnior Movimento e depois atuou na TV universitária UnBTV. Depois de um tempo entrou para a redação do jornal Correio Braziliense e, após a experiência, partiu para a assessoria de imprensa.

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