O número de brasileiros que concluíram o ensino superior e não estão trabalhando na área de formação aumentou. O levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, divulgado em dezembro de 2018, mostra que mais de 38% das pessoas graduadas não trabalham na área.
Com isso, o SENAI de Santa Catarina atua para preparar os jovens para o mercado de trabalho e proporcionar a ligação entre alunos e empresas desde o início dos cursos. A estudante Joana Keller, moradora de Florianópolis, de 29 anos, está no último ano do curso na área de tecnologia, na instituição. Joana conta que já nos primeiros meses de curso no SENAI já realizou estágios em análises de desenvolvimento de sistema.
Joana considera já ter uma boa remuneração, antes mesmo de se formar. Outro ponto positivo considerado por ela, é atuar na área que estuda. A estudante destaca que o SENAI foi uma porta de entrada para a área profissional.
“Nós trabalhamos com projeto integrador onde tem um cliente real. Os alunos conversam com pessoas da empresa para tentar entender qual o problema deles, qual projeto seria melhor para desenvolver, qual a melhor maneira para desenvolver esse projeto. E essa questão de trazer cliente e empresas reais para dentro do SENAI, com certeza facilita bastante para que a gente perca o medo de entrar em contato com as empresas ou não entender como funciona o dia a dia deles, a gente consegue ter essa noção só por ser aluno do SENAI e por estar dentro do sistema de ensino deles”.
São 89 unidades pelo estado, entre fixas e móveis do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, em que os alunos podem optar por cursos de aprendizagem industrial, cursos técnicos, extensão e qualificação profissional. Além das mais de 450 salas de aula e os 72 laboratórios didáticos.
Em dezembro do ano passado, o atual governo anunciou a intenção de reduzir o envio de recursos financeiros que chegam ao Sistema S. Como o SESI e o SENAI fazem parte desse pacote, membros dessas instituições destacam que há um risco de as atividades do grupo reduzirem na mesma proporção.Os cortes anunciados pelo governo podem variar de 30% a 50% dos recursos recolhidos.
Reportagem, Juliana Gonçalves