Comparado a outros estados do Brasil, Santa Catarina tem bons números quando o assunto é qualidade da malha rodoviária. O desenvolvimento da economia catarinense passa necessariamente pelas condições das rodovias do estado, uma vez que as ferrovias ainda são minoria no Brasil.
Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que 35,6% das rodovias catarinenses estão em estado regular. Destaque para a BR-282, que corta todo o estado, que tem apenas um pequeno trecho em boas condições, próximo a São Miguel do Oeste, quase na fronteira com a Argentina. O levantamento indicou ainda que 23,9% da malha estão em estado ruim. Em contrapartida, 36,3% das rodovias foram avaliadas como boas ou ótimas.
Para o professor do departamento de Engenharia de Produção de Universidade Federal de Santa Catarina, Antônio Sérgio Coelho, as condições da malha rodoviária do estado fazem com que Santa Catarina perca produção para outras unidades da federação.
“Nós temos, por exemplo, boa parte da nossa produção, indo para outros estados por falta de condições de trazer para os nossos portos que estão aqui no litoral. É justamente pensar nesse sistema de usar mais de um modal para escoamento. Eu acho que no momento que isso for botado como prioridade, com certeza vai ter bons resultados”.
O setor de infraestrutura está incluído no projeto de governo dos presidenciáveis. O ex-ministro Henrique Meirelles, do MDB, pretende integrar o sistema de transportes no país e investir, principalmente, no sistema hidroviário.
“Temos que explorar também a grande vantagem do Brasil que é a hidrovia, que é o sistema mais barato que existe de transporte. Algumas obras pontuais, por exemplo, eliminando algumas rochas no Tocantins, Araguaia, pode viabilizar o grande escoamento de toda essa região”.
O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, disse que é preciso aumentar o investimento estatal na área, que hoje corresponde, segundo ele, a apenas 2% do PIB. Já Marina Silva, da Rede, defende um projeto econômico que esteja atento às mudanças nas formas de produção mundial.
Reportagem, Thiago Marcolini