Com 89 unidades espalhadas pelo estado de Santa Catarina, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) do estado proporciona, além do ensino, estrutura para que cada vez mais catarinenses se capacitem para o mercado de trabalho. Ao todo, são 454 salas de aula e 726 laboratórios didáticos.
Em mais de 247 municípios de Santa Catarina a população pode escolher cursos que vão desde o ensino médio até a qualificação profissional. Uma das histórias de sucesso do SENAI catarinenses é o do empresário Claudimar Bortolin.
Natural de Modelo, no interior do estado, mudou-se para São Miguel do Oeste com o sonho de seguir a carreira militar. Ao chegar na nova cidade, no entanto, matriculou-se no curso de torneiro mecânico do SENAI.
Ao término do período na entidade, trocou o carro que havia ganhado de presente do pai por um torno, uma peça industrial. Foi o passo inicial da Torfresma, empresa hoje referência no setor de máquinas e equipamentos industriais.
Há 25 anos no mercado, a empresa de Bortolin também incentiva a busca pelo conhecimento. Por meio do movimento “A Indústria pela Educação”, em parceria como SESI, profissionais da empresa e familiares que ainda não concluíram os ensinos fundamental e médio podem voltar a estudar. O próprio Bortolin vai terminar o ensino médio no SESI.
“Eu não terminei o segundo grau porque eu me preocupei em sair do SENAI e ir trabalhar. Me preocupei em crescer com a Torfresma, em gerar emprego. Eu estou estudando e vou concluir meu segundo grau no EJA em uma unidade do SESI aqui em São Miguel”.
No entanto, o futuro das entidades do Sistema S, do qual fazem parte SESI e SENAI, pode estar ameaçado. Isso porque o Governo Federal, ainda no final do ano passado, sugeriu cortar verbas do repasse financeiro anual ao Sistema, como parte do esforço para controlar as contas públicas.
O governo ainda não confirmou valores, mas de acordo com as sinalizações, os cortes no total repassado ao Sistema podem variar de 30% a 50%.
Reportagem, Thiago Marcolini