TEC./SONORA: Márcia Chame, coordenadora do Instituto Biodiversidade e Saúde Silvestre da Fiocruz.
“No Brasil, a gente tem o que chama Febre Amarela Silvestre. É a Febre Amarela que circula na floresta, nos ambientes naturais, nas espécies de macacos que andam nesses lugares, então esse é um vírus que está ali, no seu ambiente natural, e que em algumas situações eles chegam na borda dessas florestas e acabam então sendo transmitidos para o homem que está na zona rural ou também para pessoas que adentram na mata.”
TEC./SONORA: Hamilton Monteiro, entomologista do Instituto Evandro Chagas-PA.
“Em relação ao haemagogus, a gente não tem condição de combater porque ele vive nas florestas, então você não pode acabar com o mosquito. O que você pode é o seguinte: detectou de repente algum caso de epizootia de febre amarela, é quando o macaco morre, então o macaco nos ajuda, muito, o macaco é o nosso amigo, a gente tem que botar isso na cabeça da gente. Então, o macaco morreu em qualquer lugar do país, a gente tem que ser notificado rapidamente em 24 horas, 48 horas, que é para o pessoal ir lá e ver essa situação.”
TEC./SONORA: Reinaldo de Menezes Martins, consultor da Bio-Manguinhos/Fiocruz-RJ.
“Dez dias que é para dar tempo da vacina proteger. E nessas áreas, então, todos devem ser vacinados. Agora, em situação de epidemia, de surto, nós antecipamos a primeira dose para seis meses de idade, repetindo aos nove e depois tem um segundo reforço ainda... tem um reforço aos quatro anos. Para a população em geral nós recomendamos duas doses com intervalo de 10 anos.“