A Organização Mundial de Saúde, a OMS, emitiu, na última terça-feira, um alerta sobre a epidemia do zika vírus. No comunicado aos países-membros, a organização pede que os governos estabeleçam capacidade de diagnóstico da doença e que se preparem para um aumento no número de casos, reforçando o atendimento pré-natal e neurológico. O comunicado reconheceu oficialmente a relação entre o zika vírus e os casos de microcefalia. Segundo a OMS, foram confirmados casos de zika em nove países das Américas, neste ano. Brasil, México, Colômbia, Chile, El Salvador, Guatemala, Paraguai, Suriname e Venezuela. No Brasil, o número de casos suspeitos de microcefalia subiu para mais de mil e duzentos, e o registro de três mortes por zika como um dos fatores que levaram a OMS a atualizar as recomendações de vigilância. O comunicado emitido pela organização citou ainda o crescimento expressivo de casos de microcefalia na região Nordeste, Ainda, de acordo com a OMS, gestantes devem reforçar o uso de repelentes, proteger-se contra mosquitos e evitar o contato de pessoas que apresentam sintomas da doença, como por exemplo, febre baixa, coceiras e manchas vermelhas pelo corpo. As gestantes precisam adotar medidas para reduzir a presença dos mosquitos transmissores de doenças, mantendo portas e janelas fechadas ou teladas, vestir calça e blusa de mangas compridas e repelentes. É importante lembrar que o ministério da Saúde aconselha que as gestantes não interrompam o acompanhamento médico e as consultas de pré-natal e realizem todos os exames recomendados pelo médico.
Reportagem, Vânia Almeida