Saúde - undefined·31 de julho de 2018

SAÚDE CRÔNICA: Um velho conceito de saúde

Por Agência do Rádio
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Recentemente circulou um boato de que a Organização Mundial da Saúde teria mudado o conceito de idoso. Segundo as mensagens que chegaram por WhatsApp e Facebook, seriam considerados jovens pessoas entre 18 e 65 anos; idosos estariam entre 88 e 99 anos. Isso me fez lembrar de como o estereótipo do idoso traçado tem mudado ao longo dos anos. Por exemplo, se voltarmos aos anos 1800, pessoas com 50 anos já eram consideradas de idade bem avançada, o equivalente a 85 ou 90 anos hoje. Mas não precisamos ir muito longe.
Quando eu nasci, em 1989 – sim, agora você sabe minha idade -, o termo idoso era associado a pessoas de cabelos brancos, movimentos lentos e assim por diante. Mas enquanto cresci percebi que essa imagem passou por mais e mais mudanças. Não é raro ver fotos, vídeos e escutar histórias de pessoas com 60 anos ou quase isso, encarando trilhas, passeios de bicicleta, moto, mergulho e muito mais com os filhos e netos. E não é só isso!
No início do ano fui a um casamento de duas pessoas muito queridas. A noiva, tinha 57 anos. O noivo, 63. Os dois estavam muito dispostos a começar uma vida nova com todos os desafios. E essa nem é a melhor parte! Os pombinhos fazem caminhadas longas quase todos os dias, são adeptos de uma alimentação saudável e contato com a natureza. Resultado? Excelente qualidade de vida, inclusive sexual. O estereótipo de movimentos lentos e cansados não faz parte do repertório deles e de muitos outros brasileiros na mesma faixa etária.  
Sabem? Parece que os papeis se inverteram. Muitos jovens estão sedentários, com movimentos lentos enquanto grande parte da população idosa curte a vida com saúde. No final do ano passado fiz um passeio ecológico em família. Uma das etapas era uma trilha de mais ou menos 5 Km cheia de subidas, barrancos e afins. Meu avô, com 75 anos, liderou a caminhada em grande estilo! Nem ficou ofegante!
Enquanto nós, os netos com 17, 20, 30 anos quase morremos esbaforidos! 
Ou seja, ser classificado como jovem ou idoso não é o que importa. Afinal, de que adianta ser jovem e não conseguir fazer atividades básicas como colocar as mãos no chão estando em pé, e ser idoso com a flexibilidade de um bebê e saúde de ferro?
A quantidade de anos registrados no seu RG simplesmente reflete as escolhas que você faz hoje para cuidar do seu bem mais precioso: a saúde.
Por Aline do Valle
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