Saúde - undefined·29 de janeiro de 2019

SAÚDE CRÔNICA: A marca da felicidade

Por Agência do Rádio
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Por Aline do Valle

Alguma vez na vida você teve um dia tão pesado que não conseguiu sorrir nem por um segundo? Olha, acho que não. Posso dizer que é praticamente impossível passar 24 horas sem sorrir. Por mais complicado que estejam as coisas, sempre aparece aquela piada, aquela imagem ou aquele carinho pra arrancar o sorriso por mais que tentemos controlar. Mas será que o sorriso é um bom termômetro para medir nossa felicidade?

É claro que não tenho como definir essa palavra, mesmo porque, o que é felicidade para mim, pode não ser para você e vice-versa. Um dia desses vi uma imagem na internet que me chamou a atenção: três crianças sorrindo para foto. Uma delas estava com um pacote do que parecia ser amendoins na mão. Pode até parecer uma foto normal para você que me ouve. Mas tinha um detalhe: elas estavam posando para foto em meio aos escombros causados pela guerra, na Síria. Talvez aquele pacote de amendoim foi o suficiente para arrancar delas um sorriso largo mesmo em meio ao caos. Para elas, aquilo era felicidade.

E você sabia que de acordo com o último Relatório Mundial de Felicidade feito pela ONU, a Síria é um dos países menos felizes do mundo? O país ocupou a posição número 150 de 156. E sabia que o Brasil, nosso Brasil, faz parte dos 30 países mais felizes do mundo? Isso mesmo. Ocupamos a posição 28 na classificação. É claro que tanto aqui, quanto na Síria ou em outros países, existem adultos e crianças sorrindo e se divertindo de alguma maneira em cenários hostis. Cada um vivendo o instante de felicidade da melhor forma possível onde quer que for.

Os cientistas dizem que o sorriso nos ajuda na produção que quatro substâncias importantíssimas para a nossa sanidade mental. Vou chamá-los de quarteto fantástico. Temos as endorfinas – a morfina do corpo – que quando liberada nos dá uma sensação de relaxamento tão boa que sentimos menos dor. A serotonina é uma parte importante para o cérebro, é ela que supre aquela sensação de solidão que bate de vez em quando. Em terceiro lugar, vem a dopamina que colabora para aquela sensação gostosa de missão cumprida depois de um projeto ou situação estressante. E por último, mas nada menos importante, está a oxitocina, o hormônio do abraço, dos vínculos emocionais que nos dão a capacidade de empatia. Viu só quanta coisa um sorriso pode trazer?

E o que acho mais legal no sorriso é a mágica que vem com ele: um sorriso sincero, uma risada gostosa sempre arranca pelo menos outra, que puxa mais uma e, de repente, todos os que estão ao seu lado também começam a sorrir. O desafio de hoje vem com um poema que minha mãe costuma repetir: “sorria, mesmo que seja um sorriso triste; porque mais triste que um sorriso triste, é a tristeza de não saber sorrir”.
 

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