A estação mais quente do ano se aproxima, e o aumento das temperaturas favorece a reprodução do mosquito responsável pelo vírus da Febre Amarela. De acordo com o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde de São Paulo, em 2017, foram registrados 103 casos da doença. Já em 2018, de janeiro até o momento, mais de 530 ocorrências foram confirmadas em todo o estado. Para Carla Rodrigues, Coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, o índice preocupa ainda mais por conta da proximidade do verão, período que as chances de transmissão da Febre Amarela aumentam.
“A Febre Amarela é uma doença que tem ocorrência nesse período, onde você tem o clima mais quente e chuvoso. Há uma proliferação dos mosquitos, e, com isso, você tem uma tendência a ter a transmissão da doença. Geralmente, é no período de dezembro a maio, que tem esse período mais quente e chuvoso e que tem a tendência da possibilidade de transmissão da doença.”
Até o momento, 173 pessoas morreram em decorrência da doença, o que representa uma letalidade de quase 35%. Os casos confirmados da doença tiveram como locais prováveis de infecção a capital, os municípios da Grande São Paulo, da Baixada Santista, e as cidades de Campinas, Osasco, Sorocaba, São João da Boa Vista, São José dos Campos, Taubaté e Caraguatatuba. Mas, para evitar que o vírus circule nas cidades e o número de mortes aumente, todas as Unidades Básicas de Saúde paulistas oferecem as doses de forma gratuita. Ainda este ano, a vacina foi ampliada para todos os 645 municípios de São Paulo. A coordenadora garante, a vacina é segura:
“A população em geral deve receber a vacina, porque é a única forma da gente proteger a maioria da população. A maioria da população pode e deve ser vacinada. É uma vacina muito segura, nós vacinamos desde 1920 no nosso país. “