O desejo de amamentar pode passar de mãe para filha. Lillian Espinheira é pediatra, moradora de Ribeirão Preto. Ela foi amamentada pela mãe e segue realizando esse gesto de muita importância. Há um ano, veio à chegada do pequeno Bruno na vida de Lilian. Ela amamentou o filho exclusivamente pelos primeiros seis meses e, hoje em dia, a alimentação saudável vem sendo introduzida na rotina dele. A pediatra conta que os primeiros quinze dias foram complicados amamentar, pois Lilian teve dificuldades, o que gerou fissuras no seio. Ela conta que o apoio familiar foi fundamental para que ela não desistisse de amamentar. Se não fosse por esse apoio decisivo, ela teria oferecido leite artificial para o filho. Lillian fala um pouco mais sobre a importância da família nesse processo.
“O apoio foi fundamental, de ter gente do meu lado. Não ter ninguém na minha cabeça falando assim: “Ah, oferece aí, imagina! Oferece esse outro leite aqui”. Entendeu? Acho que foi fundamental ter alguém do meu lado me apoiando. Depois dos quinze dias, cada dia se tornou mais prazeroso amamentar, mas eu faço questão de amamentar e eu pretendo amamentar pelo menos até o segundo ano, porque é muito gostoso esse momento que a gente tem . É só nosso.”
No estado de São Paulo existem 57 Bancos de Leite Humano, que dão suporte para mães que possuem dúvidas para amamentar, além de também processarem o leite materno doado para oferecer as crianças que estão internadas em Unidades neonatais e não podem ser amamentadas diretamente no seio da mãe. Um deles é referência para o interior do estado, o Banco de Leite Humano Anália Ribeiro Heck, em Ribeirão Preto. A Diretora Técnica do local, Larissa Garcia, comenta que mães necessitam de ajuda no pós-parto e que o apoio, tanto dos profissionais da saúde, quanto da família, é fundamental.
“Se ela não tiver o apoio nessa fase, às vezes, ela acaba desmamando. Então, o apoio da equipe geral em saúde é muito importante para que ela tenha sucesso no aleitamento materno. Nos atendimentos em geral das intercorrências do aleitamento materno, nós procuramos chamar a família para participar do atendimento. Primeiramente chamar a mãe, ver o que ela está sentindo e aí, em seguida, a gente já pede pra família entrar e eles saberem o que podem ajudar naquele momento. E que tudo aquilo que a mãe tá passando é possível uma evolução e um sucesso.”
Participe desta campanha você também. A amamentação previne doenças, como diarreias problemas respiratórios e alergias na criança. E, em casos mais graves, até a morte. Se você está com problemas para amamentar, busque auxílio no Banco de Leite Humano ou outro serviço de saúde mais próximo. Nunca se esqueça: a amamentação é a base da vida.
#EuAmamento