Apesar de antiga, a Tuberculose é uma doença que ainda afeta muitos brasileiros. São Paulo não escapa dessa triste realidade. No estado, o maior índice de incidência da Tuberculose está concentrado nas cidades do litoral. Por isso, todo mundo deve estar atento aos primeiros sintomas e procurar uma unidade de saúde para fazer os exames. A Tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito, como explica a coordenadora do Programa de Controle da Tuberculose de São Paulo, Vera Galesi.
“É uma doença perfeitamente curável, desde que o medicamento seja tomado com regularidade. Nos primeiros 15 dias o paciente já se sente muito melhor. Então aqueles sintomas, que ele tinha a princípio, melhoram e ele não entende porque ele tá se sentindo melhor, mas ainda tem que tomar o remédio durante seis meses”
É importante ter comprometimento com o tratamento. Se parar pra pensar, seis meses nem é tanto tempo. Quem sabe bem disso é o paulistano Tiago Queiroz, de 32 anos, morador cidade de Araraquara. Ele conta que foi acometido pela doença quando trabalhava como inspetor de segurança veicular, na capital. A princípio, pensou que se tratava de uma gripe, por causa da semelhança dos primeiros sintomas. Mas depois que começou a perder peso, ter febre no final da tarde e suor durante a noite e foi buscar atendimento médico e o diagnóstico foi Tuberculose. E mais grave: em um estado avançado da doença.
“No total, chegou a aproximadamente cinco anos de tratamento. Porque assim, quando a gente descobriu, a gente entrou com uma medicação que seria a primeira etapa, né? Tratamento comum. Só que ela foi tratada como se fosse uma bactéria comum, e na realidade ela não era, eu já acabei adquirindo era uma bactéria multirresistente. Teve um certo sucesso no tratamento. Comecei a ganhar peso novamente, a tosse sumiu, a febre sumiu também. Só que depois de um tempo ela voltou. Aí fizemos o exame de escarro pra fazer a cultura, pra ver que tipo de bactéria que era, se era resistente as medicações que já tinha sido feito o primeiro esquema e entrou com a mesma medicação novamente. Então fiquei seis meses com ela, fiquei um período sem a medicação, depois entrou mais seis meses. Até sair a cultura e verificar que ela tinha sido mesmo uma bactéria resistente ao primeiro tratamento.”
Cinco anos de tratamento... E ainda assim ele o fez até o final. Ele contraiu essa bactéria mais resistente aos medicamentos porque, provavelmente, alguém que estava com a doença não seguiu o tratamento até o final. Siga o exemplo de Tiago. Se você sentir sintomas como tosse por mais de três semanas, emagrecimento, febre no período da tarde ou suar quando for dormir, procure uma unidade de saúde mais próxima de sua casa. Ajude a deixar essa história no passado. Tuberculose tem cura. Todos juntos contra a Tuberculose. Para mais informações, acesse saude.gov.br.
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