LOC.: A rotina da aposentada Maria Salete, 63 anos, se divide entre as tarefas de casa e o hospital. A cada 15 dias ela faz transfusão de sangue. São em média duas bolsas por sessão. Há sete anos foi diagnosticada com anemia. Fez vários tratamentos, mas, com o passar do tempo, a doença intensificou e surgiu também uma alergia forte. Os exames apontaram uma sobrecarga de ferro e uma mielodisplasia, doença na qual a medula óssea deixa de produzir células saudáveis que formam o sangue. Salete chegou a fazer quimioterapia, mas sofreu uma isquemia no coração, que a impediu de fazer o transplante. Desde então, com a ajuda das transfusões de sangue, ela tem driblado a doença.
TEC./SONORA: Maria Salete Damásio, aposentada, 63 anos.
“O meu remédio mesmo para continuar viva é o sangue. Se eu não tomar ele, eu estou morta. Eu agradeço a cada gota de sangue que alguém vai doar porque é muito difícil você precisar. Hoje os meus pedidos ficam agendados. Eu faço uma transfusão e já deixo um pedido agendado pra 14 ou 15 dias à frente.”
TEC./SONORA: Valcione Laurindo da Rosa, técnico de laboratório.
“Muitas pessoas não fazem por medo, por falta de conhecimento, mas é muito importante. Por que hoje você pode estar doando, amanhã você pode estar sendo beneficiado ou alguém da sua família com sangue ou aférese, que você está doando ou deixou de doar, então é muito importante.”
TEC./SONORA: Denise Gerent, diretora-geral do Hemosc de Santa Catarina.
“Dos 16 aos 18 anos ela tem que trazer uma autorização ou estar com acompanhante, com um responsável. Ele tem que estar bem de saúde, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas e ter se alimentado não com alimentos gordurosos, mas não deve vir em jejum.”
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