Em todo o Brasil, a atuação do extensionista e assistente técnico rural tem grande relevância nos municípios de produção agrícola. Isso porque há 70 anos, comemorados neste mês de dezembro, são eles os responsáveis por levar avanços tecnológicos e, junto com os produtores, pensar em estratégias para uma maior eficiência no campo.
No estado de Santa Catarina, por exemplo, o produto agrícola que mais se destaca é o milho forrageiro. São aproximadamente dois milhões de toneladas produzidas em mais de 170 mil hectares para cultivo. E toda essa produção tem a ver com o trabalho dos técnicos rurais. Luiz Hessmann, presidente Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) celebra e parabeniza o trabalho desses profissionais.
“Para nós é uma satisfação muito grande. E eu gostaria de parabenizá-los, como presidente da Asbraer. A você que é responsável pelo desenvolvimento, você que é responsável pelas soluções do campo, nós temos a felicidade de tê-los como companheiros, como parceiros e como pessoas de fundamental importância para o desenvolvimento rural do Brasil”.
Adriana Tomaz, de 44 anos, é uma entre os 715 extensionistas do estado. Há 16 anos ela se dedica a ajudar o agricultor catarinense e, por isso mesmo, se sente muito realizada.
“Ser extensionista é um grande presente porque na extensão eu consigo trabalhar o que eu sempre gostei, que é agricultura. Na extensão, a gente tem a oportunidade de trabalhar o campo, com as pessoas, com o desenvolvimento rural. De estar na frente do agricultor e fazer com que a cada dia ele possa se estabelecer na agricultura e trazer qualidade de vida para ele”.
Adriano da Cunha é agricultor familiar na região do Alto Vale do Itajaí, no município de Imbuia. Ele conta como a extensão rural e a assistência técnica têm colaborado com as economias da região.
“Nós estamos desenvolvendo um projeto de apicultura. Sendo orientados pelos técnicos da Epagri, a gente vai poder começar a fazer a produção de mel, que aí nos próximos anos também vai ser um gerador de renda para nossa família. A produção na nossa região já é uma questão cultural, só que, claro, a gente fazia de uma forma ainda muito amadora; agora começa a ser um modelo orientado dentro das questões sanitárias para que a gente possa futuramente estar fazendo a comercialização desse mel”.
Ao todo, em todo o país, são mais de 11 mil profissionais extensionistas que trabalham no auxílio a produtores rurais.
Reportagem, Vítor Mendonça.