Santa Catarina registrou 2.300 casos de Dengue, em 2017. Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde, do total de notificações registradas de janeiro a dezembro de 2017, apenas 14 foram confirmadas e somente duas foram de pessoas que contraíram a doença dentro do estado. Quando comparado ao mesmo período de 2016, o número de notificações representa uma redução de 83%. O coordenador da Sala Estadual para o Combate ao Aedes aegypti de Santa Catarina, João Fuck, explica que a diminuição da incidência da doença se deve à intensificação das ações de controle e combate realizadas nos municípios, além da participação da população. Ele ressalta que todas as medidas devem ser mantidas, porque apesar da redução, a quantidade de criadouros identificados em todo o estado aumentou.
“Ao longo de 2017, a gente contabilizou 10.361 focos do mosquito Aedes aegypti, até o final de novembro. Esse número representa 57% a mais do que o mesmo período de 2016. Então, apesar de a gente não ter transmissão, a gente tem um cenário de risco, ou seja, a gente tem a presença do vetor de uma forma mais intensa.”
Em Santa Catarina, em 2017, foram notificados 79 casos de Zika e 322 de Chikungunya, doenças transmitidas pelo mesmo mosquito da Dengue. O vice-presidente de Pesquisa e Laboratórios de Referência da Fiocruz, Rodrigo Stabile, explica que o mosquito não gosta de calor e, por isso, nos horários mais quentes do dia, encontra-se escondido à sombra ou dentro de casa.
“O Aedes tem vários nomes pelo país, chamado de pernilongo, da Dengue, muriçoca da Dengue, ele é na verdade um mosquito parecido com o pernilongo, a muriçoca, com a mesma característica. Ele possui um corpo preto com manchas brancas pelo corpo. Ele é um mosquito menor que o pernilongo convencional, e ele gosta de voar à meia altura, em locais escuros, ou seja, é um mosquito difícil de se encontrar.”
Caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes são lugares que facilitam o aparecimento do mosquito. Por isso, verifique sempre esses locais e não deixe água parada. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.