Saúde - undefined·28 de dezembro de 2017

SALVADOR (BA): Município reforça a importância da população para combater focos do mosquito

<p><span style="font-family: Arial, sans-serif; font-size: 14pt; text-align: justify;">Ol&aacute;, caro colega. Pensando em evitar as doen&ccedil;as transmitidas pelo mosquito da Dengue, a Ag&ecirc;ncia do R&aacute;dio, em parceria com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, realiza uma campanha de conscientiza&ccedil;&atilde;o para incentivar a fiscaliza&ccedil;&atilde;o regular de poss&iacute;veis criadouros. Conversamos com a Isolina Miguez, gerente de Arboviroses do Centro de Controle de Zoonoses, que destacou a import&acirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o no combate ao mosquito. Ouvimos tamb&eacute;m a auxiliar de obras de edifica&ccedil;&otilde;es, Tain&aacute; Reis, que foi diagnosticada com Zika e Chikungunya e contou o que sentiu quando teve as doen&ccedil;as. Podemos contar com a sua ajuda para divulgar esse material? Forte abra&ccedil;o.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align:justify"><span style="font-size:14.0pt;&#10;line-height:105%;font-family:&quot;Arial&quot;,&quot;sans-serif&quot;"><o:p></o:p></span></p><p>&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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De acordo com os dados da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador, entre janeiro e novembro deste ano, foram confirmados 602 casos de Dengue. Em 2016, no mesmo período, esse número chegou a 1136. Em relação à Chikungunya, as confirmações caíram de 198 para 102. Zika também apresentou redução. No ano passado, 108 casos foram confirmados e, em 2017, 42. Apesar da queda, o município continua em situação de alerta de acordo com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo mosquito. A gerente de Arboviroses do Centro de Controle de Zoonoses, Isolina Miguez, afirma que a participação da população é fundamental para combater os focos do mosquito.

“A gente acredita que, primeiro, pra gente pensar em diminuir esses números, diminuir esses índices, é a gente trabalhar com o setor de educação, por quê? Porque a gente sabe que cada pessoa tem de virar o seu próprio agente, porque o que a gente vê é os cidadãos esperando as visitas domiciliares. Então, o nosso foco agora para 2018 é fazer com que cada cidadão se transforme no seu próprio agente, que ele tenha o olhar do agente durante todos os dias do ano.”

Em 2016, a auxiliar de obras de edificações Tainá Reis, de 22 anos, foi acometida pela Zika e Chikungunya. A moradora do Bairro Plataforma, em Salvador, acredita que o contato com o mosquito aconteceu porque a vizinha deixava água acumulada em recipientes no quintal. Tainá relata que os sintomas da Zika foram mais leves, por outro lado, a Chikungunya a deixou de cama por uma semana. Ainda hoje, após um ano desde o diagnóstico, ela convive com as dores da doença.

“A Zika, eu tive febre, vermelhidão no corpo, coceira, muita coceira. Só que foi a forma mais leve. Já na Chikungunya, eu não conseguia ter forças no corpo, também tive febre, muita febre. Ficava com câimbra. Eu não conseguia andar, eu não conseguia me alimentar direito. Ficava com muita dor de cabeça e são muito fortes todos esses sintomas. Até hoje, eu sinto um pouco de dores nas pernas.”

Para Tainá, a população deixa de se preocupar com as doenças transmitidas pelo mosquito quando a região não está em situação de alerta. Ela reforça que o trabalho para combater os focos deve ser diário e todos devem participar.

“Passou o tempo da campanha, as pessoas esquecem. Isso deve ser cotidiano, as pessoas têm que levar isso muito a sério. Porque é uma doença chata e que causa até a morte, né? Então, assim, as pessoas esqueceram, não têm mais cuidado de tá olhando isso, acham que é besteira e não é. Isso agrava as nossas vidas, para as nossas vidas.”

O mosquito se reproduz em água limpa e parada. Por isso, é fundamental fiscalizar possíveis criadouros como pneus, garrafas, vasos de flores, caixas d’água e baldes. Faça a sua parte e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida e o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.

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