Brasil - undefined·20 de abril de 2019

Saiba como lidar com o consumismo infantil na Páscoa

Especialistas afirmam que os pais devem estar atentos e estabelecer limites

Por Cintia Moreira
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A cada dia que passa, as crianças estão sendo bombardeadas por anúncios na TV, internet e jornais sobre produtos voltados para elas. Na Páscoa, então, com tantos ovos deliciosos, fica ainda mais difícil lidar com o consumismo infantil. Isso é potencializado pela indústria do marketing, que descobriu que pode faturar - e muito - com esse público.

A variedade de produtos é imensa! Tem ovos de Páscoa da Cinderela, da Minnie, do Mickey Mouse, da Barbie, do Toy Story, do Ben 10. Segundo o especialista em negócios e gestão de produto Dario Perez, esses personagens criam uma certa empatia com a criança, por meio de uma história muito bem contada, chamando a atenção delas.

“Isso tudo mexe, principalmente, com a empatia da criança, ela consegue entender que ali existe um personagem que se comunica efetivamente com ela, consegue falar o linguajar que ela entende. E é através deste personagem que eles conseguem direcionar a comunicação de venda para que esta criança se sinta motivada a comprar”, disse.

Essas propagandas geram nas crianças uma sensação de precisar e querer aquele produto. Mas, segundo a psicóloga Ellen Moraes Senra, os pais devem estar atentos à este consumismo infantil e estabelecer limites.

“Você já pode dizer para ela, por exemplo, o que é caro e o que é barato. Isso aqui é muito caro, papai e mamãe não podem dar. Isso aqui já é mais baratinho, isso aqui papai e mamãe tem condições de dar. E também aprender a dizer o não. Porque se eu não tenho a possibilidade, eu não tenho que me desdobrar em mil, me endividar toda, para fazer as vontades da criança. A criança precisa compreender que existe um limite para os pais e para ela também”, enfatizou.

De acordo com a psicóloga, os pais não tem como impedir que a criança tenha desejo de adquirir e nem de consumir um ovo de Páscoa. O que pode ser feito é conscientizar a criança daquilo que é ou não indicado para ela consumir e de quando é o momento certo de consumir.

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Cintia Moreira

Em uma de suas experiências profissionais ganhou um prêmio jornalístico e jura que não tem pautas de preferência. Sua única preferência é que tenham pautas.

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