Por João Paulo Machado

No Rio Grande do Sul, os setores que mais contribuem para o desenvolvimento econômico são os da construção civil, alimentos, serviços industriais de utilidade pública, químicos e máquinas e equipamentos. Juntos, os segmentos representam 55,9% da indústria local. Nos últimos dois anos, o setor industrial no estado empregou 778.485 pessoas, com salários de R$ 2.320,7, em média. Os dados constam no Portal da Indústria.
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Avaliando o cenário, o professor da PUC-SP e especialista em Pensamento Estratégico e Gestão de Pessoas, Maurício Sampaio, afirma que essa é uma boa oportunidade para quem faz curso técnico. De acordo com o especialista, o mercado exige mão de obra qualificada em áreas técnicas e a chance de conseguir um emprego é grande.
“O ensino técnico, para mim, é uma porta de entrada no mercado de trabalho, mas veloz até do que a própria faculdade. Eu acho que ele vai te dar condições específicas. Nem todo mundo tem essa mão de obra qualificada. Por isso muito gente desempregada. Então, para muita gente, o ensino técnico é um grande caminho”, afirma Sampaio.
Em todo o país, 61% das empresas brasileiras querem contratar, mas têm dificuldades de encontrar pessoas capacitadas para trabalhar, principalmente que atuem em áreas de nível técnico. A informação é da empresa multinacional de seleção e recrutamento ManpowerGroup.
No Rio Grande do Sul, uma das maneiras de ter acesso a cursos dessa categoria é por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS).
“Todos os cursos que nos ofertamos visam a inserção deste profissional na indústria para ocupar um posto de trabalho. Seja como operador, seja como gestor, supervisor, técnico e temos, inclusive, cursos de nível superior, os cursos de tecnologia”, explica o diretor geral da instituição no estado, Carlos Artur Trein.
Um estudo encomendado pelo Senai, feito com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2014, mostra que, profissionais que fizeram cursos técnicos têm um acréscimo na renda de 18%, em média, em relação a pessoas com perfis socioeconômicos semelhantes que concluíram apenas o ensino médio regular.