Os índices de abandono nos cursos de engenharia são altos. Enquanto 15 mil e quinhentos estudantes iniciaram um curso de engenharia aqui, em Rio Grande do Sul, no ano passado, mais de 14 mil decidiram abandonar o curso. As informações são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP.
Neste contexto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) reuniu uma série de propostas para entregar aos candidatos à presidência da República, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento do país. O estudo “Ensino de Engenharia: Fortalecimento e Modernização” mostra que o Brasil precisa de mais engenheiros qualificados.
Uma das propostas da CNI é que o aluno que começa a faculdade de engenharia faça um curso técnico para ter mais conhecimento. O diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Eliseu Ferrigo, comenta que esse é o primeiro passo para um país bem desenvolvido economicamente.
“A educação profissional é essa alavanca que promove o crescimento de um País. Nunca vamos ter o crescimento econômico sem ter a geração de emprego. As pessoas qualificadas se movem, vão para onde conseguem se desenvolver.”
O grande número de abandono do curso não está só no Rio Grande do Sul. De acordo com o estudo “Ensino de Engenharia: Fortalecimento e Modernização” da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, a baixa qualidade do ensino fundamental e médio no Brasil causa impacto no desempenho dos estudantes que cursam ensino superior em todo o país.
A diretora de inovação da CNI e superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, explica que o mundo tem mudado de forma muito acelerada, e por isso, é importante preparar bem futuros engenheiros para que eles acompanhem o ritmo da indústria.
“Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”
O estudo da CNI, que faz parte de uma série de propostas que foram entregues aos presidenciáveis, neste ano, mostra que o Brasil forma menos engenheiros do que realmente precisa para se desenvolver economicamente.
Por isso, o estudo sugere que ocorra uma modernização nos currículos do curso e estimula o ensino técnico para que os estudantes já entrem na faculdade com conhecimento de base.
Enquanto Coreia, Rússia, Finlândia e Áustria registram números de 20 engenheiros para cada 10 mil pessoas, o Brasil conta com cerca de cinco graduados para o mesmo número de pessoas.
Reportagem, Sara Rodrigues