Desde agosto deste ano, a comerciária Franciene Moreira, 37 anos, casada, sem filhos, está sofrendo pela segunda vez por conta das doenças transmitidas pelo mosquito. Há nove anos, teve Dengue. A moradora do Bairro Asa Branca sofreu com a febre e as dores de cabeça e no corpo, sintomas característicos da doença. Ela descobriu, há quatro meses, que estava com Chikungunya e até hoje sente dores nas articulações.
“A Dengue não maltrata tanto quanto a Chikungunya, não. A Chikungunya só ataca as juntas. É dor que não dá pra suportar. Todo dia é dor num lugar diferente. E você perde as forças. O tornozelo incha, o ombro. Às vezes, ameniza quando tomo a medicação, mas, logo depois, já vêm com as dores de novo. É dor que não passa.”
Em Roraima, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, houve aumento de registros das doenças transmitidas pelo mosquito. As notificações de Dengue passaram de 1.994, em 2016, para 4.666, em 2017. Os casos de Zika subiram de 355 para 767. Já de Chikungunya, os registros pularam de 282 para 6.504. A gerente do Núcleo de Controle da Febre Amarela e Dengue, Vanessa Barros, explica que o estado tem intensificado as ações de controle e combate ao mosquito, principalmente nos municípios considerados em situação de risco.
“De acordo com o último LIRAa que a gente teve, a gente está com três municípios com risco alto: Rorainópolis, Caroebe e Alto Alegre. A gente trabalha o ano todo monitorando as ações. A gente monitora e apoia os municípios e faz o serviço de fumacê. Mas a população é a principal nessas ações, deixando o quintal limpo pra não ter os criadouros e eliminar de vez.”
A maior parte dos criadouros do mosquito no estado de Roraima está na grande quantidade de depósitos encontrados no lixo, como recipientes plásticos, garrafas PET, latas, sucatas e entulhos de construção. Por isso, verifique os locais e evite deixar água parada. Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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