Acostumada a trabalhar em um ambiente de combate à hanseníase, Rita de Cássia Fonseca, gerente do Núcleo de Controle da doença em Roraima, ficou surpresa ao ser diagnosticada com a infecção. Aos 36 anos, ela está curada há quatro meses, após realizar o tratamento de um ano. Rita lembra que o preconceito é mais um desafio a ser superado após o diagnóstico.
“Tem pessoas que simplesmente ainda são desinformadas com relação à hanseníase. Acham que mesmo depois que estamos fazendo o tratamento, que a gente vai transmitir a doença. E não é assim. A gente tem que pegar, sentar com a pessoa e explicar como é a doença, como ela é transmitida. Hanseníase tem cura. Muitas pessoas não têm essa informação, mas é uma doença que tem cura. O tratamento é fornecido pelo SUS. Muitas pessoas têm medo ou têm receio”.
O caso de Rita é um exemplo a ser seguido. Isso porque ela buscou o diagnóstico assim que percebeu alguns sinais pelo corpo e logo iniciou o tratamento. Ela começou com dores e dormência nas pernas, além de manchas nos braços. Segundo a infectologista Cristiane Menezes, as complicações poderiam ser mais graves, podendo chegar a deformidades e incapacidades físicas. Ela reforça ainda que o início do tratamento já representa o fim da cadeia de transmissão da bactéria que causa a doença.
“A hanseníase é transmitida pelas vias aéreas superiores através de tosse ou espirro, por meio do convívio íntimo e prolongado com uma pessoa doente e sem tratamento. O tratamento é disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde e em centros de referências do SUS. O medicamento utilizado no tratamento é uma associação de antibióticos recomendada pela Organização Mundial de Saúde.”
Por isso, o importante é ficar atento aos sinais do seu corpo. Ao surgimento de qualquer mancha em que você perceba a perda ou diminuição da sensibilidade ao toque, calor ou frio, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores as chances de sequelas. A hanseníase tem cura e o tratamento está disponível gratuitamente no SUS. Por isso, não esqueça: identificou, tratou, curou. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/hanseniase.