Em Rondônia, sete municípios estão em risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya. Foi o que apontou o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde, que também indicou estado de alerta para mais 30 cidades do estado. Rosalba Melo, 46 anos, funcionária do Instituto de Previdência do Estado de Rondônia, conhece bem esse problema, que já é antigo. Ela teve Dengue há mais de dez anos. Moradora do Bairro São Cristóvão, localizado na capital Porto Velho, Rosalba conta que os sintomas da doença a impediram de seguir sua rotina.
“Eu senti febre, dor de cabeça, o corpo todo empolava. Eu tive que paralisar as minhas atividades na época. Tive que pedir afastamento do trabalho. Dá uma indisposição na gente, vontade de ficar todo o tempo deitada. É bem ruim. Não é legal, não.”
Até novembro de 2017, foram registradas 5.816 notificações de Dengue. Zika teve 471 notificações e Chikungunya, 791. O secretário Estadual de Saúde de Rondônia, Williames Pimentel, explica que todos os municípios onde foram encontrados focos do mosquito estão sendo monitorados periodicamente, e ações de controle e combate estão sendo desenvolvidas em parceria com o Ministério da Saúde, além de outros órgãos e entidades.
“Nós estamos atuando de uma forma transversal com outras áreas do governo. Com a área da educação, envolvendo o exército, clubes de serviço, entidades filantrópicas sem fins lucrativos, a sociedade em modo geral, já que é uma doença que não escolhe pessoas. Ela é democrática e atinge a todos. Mulheres grávidas, homens, idosos, crianças, então nós temos que atuar envolvendo a sociedade, pra não deixar o mosquito nascer, já que ele pode matar.”
Faça parte dessa luta contra o mosquito. Não deixe água parada em caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.