Educação - undefined·31 de agosto de 2018

RN: Ensino Básico não prepara adequadamente para o mercado de trabalho, segundo pesquisa

<p>Para especialista, empresas deixam de contratar por falta de capacidade t&eacute;cnica</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:02:14

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Apesar de alguns segmentos da indústria contribuírem de forma significativa para a economia do Rio Grande do Norte, especialistas alertam para a necessidade de preparo para atuação em áreas do setor.

Imaginando que, segundo o Caged, as principais atividades no estado ligadas à Indústria, mais demitiram do que contrataram em julho de 2018, o gerente-executivo de Estudos e Prospectiva da CNI, Márcio Guerra, acredita que esse quadro também é reflexo da falta de capacitação identificada, principalmente, na Educação Básica do país.

“Para a gente ter uma ideia, de dez jovens que terminam o Ensino Médio, apenas um sabe o básico de matemática. Em português é um pouquinho diferente, é um pouco melhor, mas os resultados são muito ruins.Isso compromete muito esse jovem que chega no mercado de trabalho, então isso dificulta muito.”

Segundo pesquisa feita pela CNI, que faz parte de um grupo de propostas apresentadas aos candidatos à Presidência da República para as Eleições de 2018, o Brasil deu acesso à educação a quase todas as crianças e adolescentes brasileiras, em 2015. No entanto, cerca de 1,5 milhão de jovens com idade entre 15 a 17 anos, encontravam-se fora da escola naquele ano.

O pesquisador do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da Universidade de Brasília (UnB), Jairo Eduardo Borges, explica que, ao terminar o Ensino Médio, grande parte dos jovens parte para a faculdade. Apesar de achar que a ideia é boa, ele ressalta que essa não é a garantia de conseguir um emprego.

“O fato de você ter um nível de escolaridade superior não vai, necessariamente, garantir emprego. Tem a questão do que você aprendeu, tem a questão do que o mercado de trabalho precisa e tem a questão das crises da economia. Isso fica um pouco difícil de dizer que existe uma relação direta.”

Ainda segundo Márcio Guerra, optar por uma modalidade de capacitação não impede o preparo pela outra via. Cursos de nível superior e de educação técnica ou profissional podem, segundo o especialista, servir de complemento ao outro.

Com a colaborção de Marquezan Araújo, reportagem, Bruna Goularte
  

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page