No Rio de Janeiro, a média salarial dos empregados na indústria ultrapassa o valor de quatro mil reais. É mais que o dobro da média nacional e o salário mais alto do Brasil. Além disso, o setor é responsável por empregar mais de 617 mil trabalhadores do estado. Os dados são da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, que também mostra que o setor vem sofrendo com a falta de profissionais qualificados.
Segundo o diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, o sistema educacional é decisivo para o reconhecimento profissional e para o crescimento do país. Lucchesi também afirma a importância de investir em pilares fundamentais para a educação como ciência, inovação e tecnologia.
“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro, para melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, construírem seus projetos individuais e gerar mais riqueza, bem-estar e competitividade para as empresas e para o país.”
Para Ingryd Ferreira, 22 anos, o ensino profissional fez a diferença. Enquanto cursava o ensino médio, em 2014, decidiu fazer um curso técnico em administração, oferecido pelo SENAI. Hoje, Ingryd está no terceiro semestre de uma graduação em marketing e conta que o curso técnico, além de turbinar o currículo, ajudou a definir qual profissão seguir.
“Eu só descobri que eu gosto dessa área fazendo o curso técnico porque eu pude vivenciar várias áreas administrativas e consegui encontrar o marketing, a que eu mais me identifiquei.”
No Brasil, apenas 11% dos alunos do ensino médio estão matriculados em programas de formação profissional, segundo o Censo Escolar da Educação Básica de 2017. Em países mais desenvolvidos como Alemanha, Dinamarca, França, Portugal, que apostam neste tipo de ensino, essa participação excedia os 50%, em 2015, conforme o Centro Europeu de Desenvolvimento da Formação Profissional, Cedefop.
Reportagem, Aline Dias