Agronegócios - undefined·14 de setembro de 2018

RJ: Produção de cana-de-açúcar sofre com falta de qualidade das estradas

<p><span style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: Arial, sans-serif; text-align: justify;">Segundo levantamento da CNT, 34,8% das estradas fluminenses s&atilde;o consideradas ruins ou p&eacute;ssimas</span></p>

Por Agência do Rádio
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Quando se fala em atividade econômica do Rio de Janeiro, uma das primeiras coisas que vêm à cabeça é o turismo. Nos últimos anos, entretanto, o estado tem destacado pela agricultura. Em cidades do norte como São Francisco do Itabapoana, a indústria da cana-de-açúcar gera 6 mil vagas e faz rodar R$ 45 milhões na economia só em empregos diretos.
E é justamente no norte do Estado onde estão algumas das piores rodovias. De acordo com dados da Confederação Nacional dos Transportes, 34,8% das estradas fluminenses são consideradas ruins ou péssimas. Os dados dizem respeito à pavimentação, sinalização e geometria das vias. O cenário é melhor nas rodovias concedidas: 76% estão em estado ótimo ou bom, enquanto nem 29% das rodovias sob administração do governo alcançaram o patamar de qualidade.
De acordo com Gilberto Gonçalves, professor da área de transportes da Universidade Federal Fluminense (UFF), o resultado não é satisfatório, principalmente das rodovias concedidas.
“20% da malha de concessão está de regular a péssima, 21%, deveria estar bom ou ótimo porque se a gente paga pedágio, não teria muita justificativa não estar pelo menos bom. Se a malha está de regular a péssima, isso significa aumento do custo operacional dos caminhões. Eles vão gastar mais combustível, eles vão ter maior manutenção, eles vão aumentar o tempo de viagem, e isso tudo impacta no custo de transporte de qualquer produto".
Em ano eleitoral, o tema sido debatido por presidenciáveis. O candidato à presidência pelo MDB, Henrique Meirelles, por exemplo, é um dos que defende a criação de mais ferrovias.
“É fundamental nós transformarmos o Brasil em um canteiro de obras. De maneira a que o agronegócio possa ter um transporte mais rápido e de menor custo. E ao mesmo tempo, não usar somente as estradas, mas as ferrovias, que tem um sistema mais eficiente para transportar grandes quantidades. E temos que explorar a grande vantagem do Brasil, que é a hidrovia, que é sistema mais barato que existe de transporte”.
Para Ciro Gomes, do PDT, é necessário ainda investir em hidrovias, que têm custos menores de manutenção e operação. Marina Silva, da Rede, defende a criação de seguros para acelerar a emissão de licenças ambinetais.
Reportagem, Ana Luiza de Carvalho
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