Com previsão de receita corrente líquida de mais de 52 bilhões de reais para 2018, o Rio de Janeiro deve gastar 22 bilhões e 400 milhões só com pagamento de aposentadorias. Com educação, por exemplo, governo estadual deve investir sete bilhões e meio. O destaque negativo ficou com as áreas de segurança pública e saúde, que devem ter cortes no orçamento para o ano que vem. A segurança pública vai levar 11 bilhões e meio de reais, 4,89% a menos do que em 2017, e a saúde vai ter quase seis bilhões e meio, 5,15% a menos.
Segundo o especialista em finanças Marcos Melo, o principal gasto hoje no Brasil é com a previdência.
“Seguramente, é uma questão de escolha. Se se pretende fazer com que a arrecadação tributária e da previdência aumente a proporção para poder pagar os aposentados, a gente precisa fazer uma escolha, não vai ter dinheiro para todo mundo. Então, parte dos serviços públicos vai ter que sofrer com redução de gastos. Isso é uma questão de escolha.”
Segundo projeção da Confederação Nacional da Indústria, o Brasil deve economizar um trilhão de reais até 2028 se a reforma da Previdência for aprovada. Os dados afirmam que seria possível construir mais de 221 mil escolas ou quase 41 mil hospitais com o dinheiro economizado. O pesquisador da Fundação Getúlio Vargas Fernando de Holanda Filho acredita que o País poderia investir em outros setores.
“Uma escolha de ter uma previdência, na minha ótica, generosa quer dizer que você está abrindo mão de ter investimento e gastos em outras áreas.”
Neste ano, segundo a Rioprevidencia, o estado deve fechar as contas com R$ 12 bilhões de déficit no setor.
Reportagem, Jalila Arabi.