Em um ano, 58 casos de Febre Amarela foram notificados na Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul. Desse total, sete continuam em investigação. Além disso, mais de 4 milhões de gaúchos ainda continuam desprotegidos contra a doença. A cobertura vacinal no estado não chega a 62%, sendo que o recomendado pelo Ministério da Saúde é 95%.
Na capital, Porto Alegre, 612 mil dos mais de um milhão e 400 mil habitantes ainda não se vacinaram. Prevenir é o melhor remédio e a dose da vacina está presente em todos as unidades de saúde do território gaúcho. Atualmente, são 497 municípios com recomendação de vacina. Para Tani Ranieri, enfermeira sanitarista e chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do RS, é muito importante que a população procure uma unidade de saúde e se proteja o quanto antes.
“A melhor medida de controle, no caso da Febre Amarela, é a vacinação. Ela é uma vacina segura, que desenvolve um importante nível de proteção. Ela tem uma excelente eficácia, então, ela é realmente efetiva. As pessoas que se vacinam estão realmente protegidas.”
Desde 2010, o Rio Grande do Sul não tem casos da doença que foram contraídos na região. Para continuar mantendo o local sem a circulação do vírus, a Secretaria de Saúde do Estado está em constante monitoramento, inclusive de estados vizinhos. É o que explica o biólogo da Secretaria de Saúde, Marco Antônio de Almeida.
“O que nós estamos fazendo é acompanhar muito de perto a situação que está acontecendo no Sudeste do país e em outros estados, para que a gente esteja preparado no caso desse vírus começar a se aproximar, passando para os estados vizinhos do Rio Grande do Sul”.
Para se proteger contra a Febre Amarela, é preciso que os moradores tomem a vacina. Não deixe de se imunizar. Vá até o posto de saúde mais próximo e garanta a dose contra a doença. Segundo a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul, os gaúchos têm à disposição aproximadamente 1.800 salas de vacinação ativas no estado. Para mais informações, acesse: portalms.saude.gov.br.