Brasil - undefined·16 de fevereiro de 2018

RIO GRANDE DO SUL: Justiça mantém indenização a trabalhadora que não usufruiu de intervalo para amamentação

<p>Sem usufruir o intervalo amamenta&ccedil;&atilde;o, a mulher teve de desmamar a filha antes do tempo previsto e ainda sofreu transtornos, pois precisava ir ao banheiro secar o leite que derramava.&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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A empresa de alimentos Bimbo do Brasil Ltda., do Rio Grande do Sul, terá que de indenizar uma auxiliar administrativa em R$ 20 mil por não conceder o intervalo para amamentação, previsto no artigo 396 da CLT.A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve condenação imposta a empresa de alimentos.Segundo o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), a Turma considerou inegáveis o abalo moral e o constrangimento sofridos pela trabalhadora e os prejuízos à saúde do filho recém-nascido, e não conheceu do recurso.  Na reclamação trabalhista, a auxiliar disse que cumpria jornada que às vezes chegava a 22 horas seguidas, sem poder ir para casa ver a filha recém-nascida, e que era ameaçada de perder o emprego, caso se recusasse a trabalhar. Sem usufruir o intervalo amamentação, teve de desmamar a filha antes do tempo previsto e ainda sofreu transtornos, pois precisava ir ao banheiro secar o leite que derramava. A empresa contestou a jornada descrita, alegando que a auxiliar foi contratada para cumprir 220 horas mensais, das 8h às 18h durante a semana e aos sábados até as 12h. De acordo com a sentença, o empregador não observou o artigo 396 da CLT, sendo devida indenização, arbitrada em R$ 29 mil. O TRT-RS manteve o entendimento, mas reduziu a indenização para R$ 20 mil. O relator, ministro Augusto César de Carvalho, afastou a alegação da empresa de violação do artigo 186 do Código Civil, que trata do dano causado por ato ilícito.

 
Com informações do Tribunal Superior do Trabalho, reportagem, Storni Jr. 
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