O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e o Conselho Federal de Psicologia, pretendem desenvolver um projeto que contribua para a redução dos crimes contra meninas e mulheres. De acordo com o TJRN, o projeto-piloto funcionará, inicialmente, em Natal. Segundo dados da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (RN), somente em 2017, foram 120 feminicídios no estado. A juíza auxiliar da Presidência do CNJ Andremara dos Santos - em palestra para integrantes de instituições que lidam com a violência contra a mulher- ressaltou a importância da concretização da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica. De acordo com a magistrada, essa política prevê ações de atendimento multidisciplinar e psicológico às vítimas; sejam elas mulheres adultas ou crianças e adolescentes, como consta na Lei Maria da Penha. A Política Nacional foi instituída pelo CNJ, no ano passado, pela Portaria n. 15/2017. A presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, assinou a Portaria n. 15, instituindo diretrizes e ações do Poder Judiciário para prevenção e combate à violência contra as mulheres, na chamada Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário. Até o primeiro semestre de 2018 deverão ser concretizados projetos voltados aos profissionais da área de psicologia, em conjunto com o Judiciário, com a finalidade de contribuir com o combate à violência doméstica.
Com informações do CNJ, reportagem, Storni Jr.