Os potiguaras devem ficar atentos. De acordo com o Mapa da Dengue, do Ministério da Saúde, hávários municípios do Rio Grande do Norte que estão em estado de risco de infestação do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Maria de Lima,subcoordenadora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do estado, destaca que o maior criadouro dos mosquitos está dentro de casa. Ela explica que, devido à falta de continuidade do serviço de abastecimento de água, muitos moradores da região contam com um abastecimento próprio, feito de tonéis e caixas d´água, e que, por isso, se mal cuidado, esses pontos tornam-se os principais pontos de procriação do mosquito. É por isso, segundo Maria, a Secretaria de Saúde vem trabalhando lado a lado com a Secretaria de Educação para conscientizar a população da importância do combate dessa epidemia.
“Essas campanhas de mobilização que nós fazemos com as pessoas é realmente tentando sensibilizá-las em relação aos criadouros que estão dentro de casa. 80% dos casos estão nessa situação. Então, a gente tenta conscientizar a população, especialmente na questão do acúmulo de água, para levar essas caixas d’água e esses tonéis ao nível do solo. E fora isso, a gente orienta no sentindo de não ter lixo aberto, de não jogar lixo em terreno baldio, na rua. Então, é um trabalho feito a nível nacional, mas que, aqui, no Rio Grande do Norte, nós temos essa situação diferenciada porque temos um alto índice de infestação pelo mosquito nesse ano de 2017.”
Essa conscientização deve estar funcionando, porque o número de casos vem diminuindo. Em 2016, o estado registrou cerca de 96 mil casos das doenças transmitidas pelo mosquito. Já durante o mesmo período de 2017, esse número caiu para aproximadamente 11 mil casos. Mesmo assim, a população ainda não pode ficar tranquila, o combate continua. O aposentado Faouzi Arabi, de 71 anos, morador de Natal, conta que foi diagnosticado com Chikungunya e que, no mesmo período, sua esposa, Sirlany, de 59, foi diagnosticada com Dengue. Ele conta como foi o convívio com a doença.
“De uma hora pra outra apareceu muita dor no corpo, muita dor mesmo. Parecia que eu tinha tomado uma surra. Muita febre. Uma moleza no corpo que eu não aguentava fazer nada. Muita dor de cabeça e um mal-estar violento. Eu não sabia, não tinha nem noção do que era. Aí nós fomos no pronto socorro pra ver o que que era. Pra minha surpresa, não tinha só eu. O pronto socorro estava cheio de gente com os mesmos sintomas. Aí o medico me internou e eu passei o dia todo lá tomando soro. Eu não conseguia comer nada.”
Não é brincadeira mesmo. Só quem já teve essas doenças sabe como esses sintomas podem atrapalhar a vida de alguém. Faouzi conta que ficou dez dias sentindo muitas dores por todo o corpo. Para vencer essa epidemia, toda a população deve se unir. É por isso que você tem que fazer sua parte. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.