No Rio de Janeiro, só em 2018, 84 pessoas morreram vítimas da Febre Amarela. Muita gente responsabilizou os macacos por essas mortes. Eles são tão vítimas quanto os humanos. Por conta dessa desinformação, 70% das mortes dos animais registradas no período foram decorrentes da violência humana. O doutor Alexandre Chieppe, da Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, reforça a importância dos primatas na luta contra a Febre Amarela.
“Existem diversas doenças que podem acometer os macacos, uma delas é a Febre Amarela e, a partir do processo de investigação, a gente consegue, eventualmente, confirmar a circulação do vírus, o que permite que a gente antecipe algumas ações para evitar casos em humanos.“
Que fique bem claro. O macaco não transmite a Febre Amarela. Ele é uma vítima igual aos humanos. Ao matar os macacos, além de crime, perde-se também possíveis locais onde podem estar acontecendo a proliferação do mosquito transmissor da Febre Amarela. O macaco, na verdade, é um sentinela na identificação de locais com circulação do vírus, como explica Carla Domingues, coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.
“Ele é um animal sentinela, para nos alertar que há transmissão da Febre Amarela lá. Se nós começarmos a dizimar essa população, o que vai acontecer? Você só vai ter o mosquito doente, a gente não vai ter esse animal sentinela. E aí, quando a gente ficar sabendo que a doença chegou, vai ser pelo homem.”
A Febre Amarela é uma doença séria. A única forma eficiente de evitá-la é tomando a vacina. Não deixe a vacinação para depois: Procure a unidade de saúde mais próxima de sua casa, se informe e tome a vacina. Para mais informações, acesse: portalms.saude.gov.br. Ministério da Saúde, Governo Federal.