O Estado do Rio de Janeiro teve classificação satisfatória no Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti, o LIRAa, do Ministério da Saúde. Segundo o subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado, Alexandre Chieppe, a maioria da população do Rio de Janeiro vive em municípios em que o índice de infestação do mosquito caiu cerca de 80%. O subsecretário lembra, no entanto, da importância da população continuar no combate ao mosquito.
“Nós tivemos uma queda, particularmente, nos casos de Chikungunya e de Dengue. O cenário de Zika já no ano passado era um cenário de baixa infestação, mas nós temos uma redução de 70 e 80% nos casos de Dengue e Chikungunya, quando se compara 2017 com 2016.”
Apesar da diminuição dos casos de Dengue, Zika e Chikungunya, o levantamento identificou que 21 municípios estão em alerta. Dos 3.172 criadouros do mosquito transmissor da doença encontrados no Estado, 89% estão nos depósitos móveis, caracterizados por vasos ou frascos com água, pratos e garrafas retornáveis.
“A gente segue as orientações do Ministério da Saúde quanto às estratégias de prevenção e a visita dos agentes de endemia. Além disso, as estratégias de apoio, como o uso de larvicidas, que são utilizadas quando necessário. Mas, mais importante do que agentes de endemias ou inseticida, é a participação da população. Se cada morador se conscientizar e eliminar qualquer possibilidade de água parada na sua casa, certamente, a gente vai ter essa infestação de mosquito menor.”
Até o início de novembro, em todo o estado, foram notificados 9.612 casos suspeitos de Dengue, 3.962 de Chikungunya e 2.363 de Zika. Em 2015, a moradora do Bairro Anchieta, no município do Rio de Janeiro, Thaiza Marques, de 31 anos, teve Zika. A advogada, que é casada e ainda não tem filhos, ficou impossibilitada de trabalhar, devido aos sintomas da doença. Ela teve coceira e muito cansaço por sete dias. Alguns meses depois, Thaiza sofreu novamente com uma das doenças transmitidas pelo mosquito. Dessa vez, os sintomas da Chikungunya duraram mais de oito meses. Ela conta que, durante todo esse tempo, os sintomas a impediram de fazer atividades físicas e dificultaram a locomoção e o trabalho.
“Foi uma das piores coisas que eu já senti na vida. Era muito dolorido e eu não conseguia levantar da cama, eu não conseguia tomar banho sozinha, eu não conseguia nem segurar um sabonete. Não conseguia segurar nem um garfo direito pra comer. Porque as minhas articulações doíam demais. Se eu esticasse os dedos da mão, doía, se eu tentasse fechar a mão, doía. O meu tornozelo doía demais, eu não conseguia andar direito. O meu corpo inteiro doía.”
Os sintomas da Zika são dor de cabeça, febre baixa, dores leves nas articulações, manchas vermelhas na pele e coceira. A Chikungunya tem sintomas bem parecidos, como febre, dor de cabeça e no corpo, além do inchaço e dores nas articulações. Já a Dengue tem como principais sintomas a febre, dor intensa atrás dos olhos e dor no corpo.Por isso, evite deixar água parada em locais que facilitam o aparecimento do transmissor dessas doenças, como caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.