Esporte - undefined·13 de junho de 2016

RIO 2016: Risco de doenças ligadas ao Aedes é menor que 2 casos para 1 milhão de pessoas, diz Saúde

Por Agência do Rádio
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REPÓRTER: Menos de dois casos em um milhão de pessoas. De acordo com o Ministério da Saúde, esse é o risco de contaminação por doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti durante os Jogos Olímpicos Rio 2016. O calculo foi feito por meio de um conjunto de pesquisas financiadas pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. Baseado no número de ocorrências registradas no passado, os pesquisadores elaboraram uma estimativa sobre a contaminação por dengue, febre chikungunya e vírus Zika durante período olímpico. Marcelo Burattini é professor da Universidade Federal de São Paulo, a Unifesp. Ele foi um dos coordenadores das pesquisas e comenta os resultados.

SONORA
: Marcelo burattini,
“O risco de contrair Zika, dengue ou chikungunya durante as Olimpíadas é muito pequeno. O risco, este ano, provavelmente vai ser menor do que o risco de um ano habitual no Brasil. Essa magnitude de risco é menor do que você ser atingido por um raio. As pessoas não deixam de vir para um país tropical com medo de morrer por ser atingida por um raio, ela é menor do que você morrer emuma queda de avião, por exemplo, em um acidente de avião”.

REPÓRTER
: Na semana passada, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, informou que os casos de Zika caíram 87% entre fevereiro e maio deste ano. O pico de maior incidência de notificações foi registrado na terceira semana de fevereiro, com pouco mais de 16 mil casos. Na primeira semana de maio, foram dois mil e 53.
SONORA: Ricardo Barros, ministro da Saúde
“No caso do Zika, nós temos uma queda muito acentuada no Brasil que mostra que, com os meses frios que vêm pela frente, esse índice ainda vai cair muito. E na cidade do Rio de Janeiro nós temos uma queda mais acentuada, porque aqui um contingente muito grande, três mil e 500 agentes externos, combatendo os focos do mosquito. Há um trabalho de controle de vetor feito bastante empenho”.
REPÓRTER: Segundo o ministro Ricardo Barros, o período em que os Jogos Olímpicos e Paralímpicos vão ser realizados é outro fator que diminui o risco de se contrair dengue, Zika e chikungunya. Isso porque, agosto e setembro são meses de baixas temperaturas no Rio de Janeiro, o que diminui a incidência do Aedes aegypti.
Reportagem, João Paulo Machado
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