A situação é preocupante. Segundo o mapa da Dengue, divulgado em novembro pelo Ministério da Saúde, Riachão do Jacuípe está, pelo segundo ano consecutivo, em situação de risco em relação ao mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Qualquer lugar que possa acumular água parada se torna propício para a proliferação do mosquito. Para a coordenadora de Vigilância Epidemiológica da cidade, Laysa Bezerra, é fundamental que a população de Riachão do Jacuípe atue no combate ao mosquito de modo intensivo.
“As pessoas que acumulam água, guardam, estocam água, até pela questão de falta de água em alguns locais, costumam estocar água ou não têm o cuidado de tampar os reservatórios, de observar se têm rachaduras ou infiltrações que possa o mosquito ter acesso. E aí, quando o agente de endemias passa, no ciclo dele, que a gente cumpre corretamente o ciclo, faz o tratamento, faz a orientação, a parte educativa toda, o morador sinaliza que entendeu, mas quando você retorna, no próximo ciclo, infelizmente a casa continua da mesma forma.”
Assim como no restante do Brasil, em Riachão do Jacuípe, os depósitos utilizados para armazenar água são os lugares onde foi encontrado o maior número de focos do mosquito. Em 2017, mais de 65 mil focos foram encontrados no Brasil. Quase metade desses focos estava em depósitos de água, como caixas d’água, tambores, cisternas, pneus, garrafas e calhas. O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Márcio Henrique Garcia, fala sobe os locais onde foram encontrados mais focos do mosquito em todo o país.
“O maior número de focos de mosquito foram encontrados em depósitos de armazenamentos de água. E aí nós estamos falando de caixas d’água, de cisternas. E 21 mil foram encontrados em outros depósitos, também domiciliares, como, por exemplo, vasos de planta e outros depósitos. E 14 mil foram encontrados em lixo, ou seja, em terrenos baldios e outros.”
Participe também e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. O combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.